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Publicado em: 22/06/2015

Novo medicamento para artrite é produzido a partir de estudo brasileiro

O chefe da especialidade de Reumatologia do Complexo Hospital de Clínicas (CHC), César Radominski, participou de um estudo sobre artrite reumatoide, realizado em parceria com outros três centros de estudos do Brasil.

“A pesquisa desenvolveu um medicamento inovador, de uma nova classe terapêutica (anti-JAK3), o Tofacitinibe, que age bloqueando a sinalização para a inflamação agora dentro do núcleo das células, reduzindo a progressão da doença e impedindo a destruição articular", explica Radominski. 

Com perfil de segurança e eficácia semelhantes aos imunobiológicos, que são administrados de maneira injetável em instituições de saúde, esse novo fármaco é muito mais prático, pois pode ser utilizado via oral, inclusive, tornando o procedimento economicamente muito mais viável.

Desde maio deste ano, o medicamento está disponível no Brasil por meio de planos de saúde e vendas em farmácia sobre prescrição médica. No momento, o medicamento aguarda incorporação na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) para uso na rede pública. A partir das pesquisas de Radominski, inclusive, o Ministério da Saúde já incorporou os medicamentos abatacepte, golimumabe, tocilizumabe e rituximabe contra a artrite reumatoide na tabela SUS em 2013.

Artrite reumatoide

É uma doença crônica autoimune que leva à inflamação (artrite) e a destruição das articulações em médio e longo prazo. Esta doença, se não tratada em suas fases iniciais, pode acarretar deformidades irreversíveis, sendo uma das maiores causas de incapacidades especialmente em mulheres adultas jovens, com impacto tremendo na sua qualidade de vida. É também um dos principais motivos de próteses articulares totais nesta faixa etária, além de osteoporose precoce, especialmente, por uso crônico de corticoides.

Embora não tenha cura, a descoberta de novos tratamentos como os chamados de imunobiológicos (anti-TNFs e outros), constituíram-se em uma revolução e alento no tratamento da AR nos últimos 15 anos. 

Todos os medicamentos imunobiológicos disponíveis, atualmente, são de uso injetável, seja intravenoso ou subcutâneo o que pode ser um obstáculo para uma boa parte dos pacientes, quanto à aderência ao tratamento. A ação dos fármacos atuais se dá por bloqueio de proteínas que causam a inflamação fora do núcleo das células.

Com informações do Portal Brasil