Profissionais poderão regularizar pendências junto ao Conselho.
Representantes do Crefito-3 irão visitar 39 municípios da região
A Terapia Ocupacional ensina que a organização da vida diária, os vínculos sociais e as atividades com sentido são elementos que promovem o bem-estar psíquico
Representantes do Crefito-3 irão visitar 26 municípios da região
Após a denúncia, foi realizada visita fiscalizatória no Hospital da Luz, que identificou irregularidades que estão além da competência legal de ação do Conselho
Formação no método deve ser feita por meio de curso teórico-prático com carga horária mínima de cem horas.
Publicado em: 30/11/2015
Ministério da Saúde confirma relação entre vírus Zika e casos de microcefalia
O Ministério da Saúde confirmou no sábado (28) a
relação entre o vírus Zika e o surto de microcefalia na região Nordeste. O
Instituto Evandro Chagas, órgão do ministério em Belém (PA), encaminhou o
resultado de exames realizados em um bebê, nascida no Ceará, com microcefalia e
outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos, foi
identificada a presença do vírus Zika.
A partir desse achado do bebê que veio à óbito, o Ministério da Saúde considera
confirmada a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia. Essa é uma
situação inédita na pesquisa científica mundial. As investigações sobre o tema
devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua
atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior
vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos
primeiros três meses de gravidez.
O achado reforça o chamado do Ministério da Saúde para uma mobilização nacional
para conter o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela
disseminação da dengue, zika e chikungunya. O êxito dessa medida exige uma ação
nacional, que envolve a União, os estados, os municípios e a toda a sociedade
brasileira. O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as
ações e mobilização.
A campanha lançada nesta semana alerta que o mosquito da dengue mata e,
portanto, não pode nascer. A ideia é que todos os dias sejam utilizados
para uma limpeza e verificação de focos que possam ser criadouros do mosquito.
O resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) indica
199 municípios brasileiros em situação de risco de surto de dengue, chikungunya
e zika, sendo necessária uma mobilização, de todos, imediata.
O Ministério da Saúde também foi notificado, na
sexta-feira (27), pelo Instituto Evandro Chagas sobre outros dois óbitos
relacionados ao vírus Zika. As análises indicam que esse agente pode ter
contribuído para agravamento dos casos e óbitos. Esta é a primeira ligação de
morte relacionada ao vírus Zika no mundo, o que demostra uma semelhança com a
dengue.
O primeiro caso foi confirmado pelo Instituto Evandro Chagas, de Belém (BA),
trata-se de um homem com histórico de lúpus e de uso crônico de medicamentos
corticoides, morador de São Luís, do Maranhão. Com suspeita de dengue,
foi realizada coleta de amostra de sangue e fragmentos de vísceras (cérebro,
fígado, baço, rim, pulmão e coração) e enviadas ao IEC. O exame laboratorial
apresentou resultado negativo para dengue. Com a técnica RT-PCR, foi detectado
o genoma do vírus Zika no sangue e vísceras.
Confirmado na sexta-feira (27), o segundo caso é de uma menina de 16 anos, do
município de Benevides, no Pará, que veio a óbito no final de outubro. Com
suspeita inicial de dengue, notificada em 6 de outubro, ela apresentou dor de
cabeça, náuseas e petéquias (pontos vermelhos na pele e mucosas). A coleta de
sangue foi realizada sete dias após o início dos sintomas, em 29 de setembro. O
teste foi positivo para Zika, confirmado e repetido.
Todos os achados estão sendo divulgados conforme são conhecidos. O objetivo é
dar transparência sobre a situação atual, assim como emitir orientações para
população e para a rede pública. Esse é um achado importante e merece atenção.
O Ministério da Saúde está se aprofundando na análise dos casos, além de
acompanhar outras análises que vem sendo conduzidas pelos seus órgãos de
pesquisa e análise laboratorial. O protocolo inicial para o atendimento de
possível agravamento da Zika será o mesmo utilizado para situações mais graves
de dengue.
O Ministério da Saúde mantém as investigações sobre a ocorrência de
microcefalia em bebês, assim como a avaliação de casos graves em adultos, a
manifestação clínica e a disseminação da doença. Nesta semana, a convite de
governo federal, representantes do CDC (Centro de Prevenção e Controle de
Doenças, em inglês), dos Estados Unidos, integrarão os esforços das autoridades
e parceiros nacionais nestas análises. O CDC é referência para a Organização
Mundial de Saúde (OMS) em doenças transmissíveis.
A OMS e a sua representação nas Américas, a OPAS, têm sido atualizadas sobre o
andamento das ações, dos resultados e das conclusões do Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde intensificou o acompanhamento da situação, de forma
prioritária, e divulgará orientações para rede pública e para a população,
conforme os resultados das investigações. Além disso, mantém
contato com as secretarias estaduais e municipais para articular uma resposta
conjunta e, em especial, a mobilizar ações contra o mosquito Aedes aegypti.
O Ministério da Saúde informa, ainda, que a Presidência da República determinou
a convocação do GEI (Grupo Executivo Interministerial), que envolve 17 ministérios,
para a formulação de plano nacional do combate ao vetor transmissor, o mosquito
Aedes Aegypti. Também estão sendo estimuladas pesquisas para o
diagnóstico da doença e frentes de mobilização em regiões mais críticas. Não
faltarão recursos financeiros para suporte às ações.
As medidas envolvem, finalmente, ações de comunicação e
suporte assistencial, como pré-natal, atenção psicossocial, fisioterapia,
exames de suporte e estímulo precoce dos bebês.
Com informações
do Portal Brasil