Profissionais poderão regularizar pendências junto ao Conselho.
Representantes do Crefito-3 irão visitar 39 municípios da região
A Terapia Ocupacional ensina que a organização da vida diária, os vínculos sociais e as atividades com sentido são elementos que promovem o bem-estar psíquico
Representantes do Crefito-3 irão visitar 26 municípios da região
Após a denúncia, foi realizada visita fiscalizatória no Hospital da Luz, que identificou irregularidades que estão além da competência legal de ação do Conselho
Formação no método deve ser feita por meio de curso teórico-prático com carga horária mínima de cem horas.
Publicado em: 27/04/2016
Médicos brasileiros já preservam mamilo em cirurgias de câncer de mama
Pesquisadores
da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) têm agora condições de reduzir o
número de mastectomias mutiladoras em pacientes com câncer de mama, graças a
estudos efetuados em São Paulo, que usaram exames de ressonância magnética e de
congelação que identificam se o tumor comprometeu ou não o mamilo, contribuindo
para a sua preservação na cirurgia.
A associação
dos dois métodos já está sendo adotada, na prática, no Hospital das Clínicas da
Universidade de São Paulo (USP), segundo o coordenador do estudo, José Roberto
Piato: “Quando se associa os dois (exames), consegue-se preservar o
mamilo com uma segurança enorme. Só tiramos o mamilo, hoje em dia, quando ele
está tomado pela doença e não indiscriminadamente, mutilando as mulheres, como
se fazia sempre”.
A ideia é
estender isso para toda a prática clínica, no país, inclusive no âmbito do
Sistema Único de Saúde (SUS), diz o coordenador do estudo José Roberto
Piato. O grande problema, explica, é a reconstrução do mamilo, que aparece como
principal causa de insatisfação em uma cirurgia plástica de reconstrução
mamária.
O primeiro
estudo envolveu 170 pacientes de câncer de mama residentes em São Paulo. As
mulheres, submetidas à mastectomia clássica, de retirada completa de glândulas
mamárias, pele, auréola e mamilos, fizeram ressonância magnética, que é um
exame de imagem, para verificar se havia invasão tumoral do mamilo.
Membro da
SBM, José Roberto Piato explica que, tradicionalmente, a mastectomia inclui a
remoção da auréola e do mamilo: “De uns tempos para cá, temos tentado fazer
cirurgias mais conservadoras, no sentido de preservar o mamilo, porque o
resultado estético é muito melhor. Isso é importante para a cabeça da paciente.
A mama compõe a imagem corporal da mulher e a preservação do mamilo interfere
com a questão da sexualidade e com a feminilidade”.
O esforço,
conforme Piato, é no sentido de preservar o mamilo mas, quando existe um tumor
na mama, muitas vezes ele se estende até o mamilo, de forma até microscópica,
que não é visível a olho nu. Nessas situações, é importante que o mamilo seja
removido.
Finalidade
estética
Os métodos
desenvolvidos objetivam mostrar em que situações o câncer se estende ou não até
o mamilo. Na ressonância magnética, é injetado um contraste no sangue que
costuma ser captado pelo tumor de mama como uma espécie de brilho, chamado
realce.
“Essas
pacientes, antes de terem as mamas removidas, foram submetidas a esse exame”,
relata Piato. Os pesquisadores tentaram, então, determinar se as variantes
analisadas tinham relação ou não com o comprometimento do mamilo. As mamas
removidas foram encaminhadas ao patologista, enquanto o radiologista revia os
exames de ressonância efetuados.
José Roberto
Piato informa que quando o exame de ressonância mostra um realce que se estende
de forma contínua desde o tumor até a papila (mamilo), a chance de
comprometimento do mamilo é alta. Quando não existe esse realce contínuo, “em
90% das vezes, o mamilo está livre (do câncer)”.
Outro achado
importante apontado pela ressonância magnética é que quando o mamilo está
retraído ou repuxado, a chance de comprometimento é grande. “Agora, quando não
existe nenhum dos dois, se não tiver nem o realce se estendendo do tumor até a
papila, nem a retração da papila, a chance de ela estar livre é mais que 90%”,
assegura Piato.
Esse estudo é
complementado por outro, com a mesma finalidade de descobrir se o tumor chegou
ou não ao mamilo, também coordenado pelo mastologista e publicado na revista
internacional European Journal of Surgical Oncology no final do ano passado. A
diferença é que ele é feito na hora da cirurgia por um exame de congelação,
segundo o médico: “Removemos um tecido atrás do mamilo e entregamos para o
patologista. Ele faz uns cortes de congelação e olha no microscópio. Se estiver
livre, não tiramos o mamilo”. Enquanto o exame de ressonância dá 90% de
segurança para os cirurgiões, o exame de congelação permite 99% de segurança,
revela Piato.
De acordo com
o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), ligado ao
Ministério da Saúde, o Brasil terá este ano 57.960 novos casos de câncer de
mama. A incidência da doença tem aumentado entre 1% a 2 % ao ano.