Últimas Notícias

Crefito-3 EDUCA #137: Estratégias de Educação de Pacientes para Melhora de Desfechos Clínicos


Crefito-3 realiza conferência sobre o protagonismo negro na ciência

Evento do Crefito-3 promove reflexões sobre protagonismo negro, equidade racial e práticas antirracistas na formação, na ciência e no exercício profissional


RESUMO SEMANAL

Isenção da Anuidade para doenças graves, Referencial Brasileiro de Procedimentos Terapêuticos Ocupacionais, agenda de eventos, e muito mais…


Justiça valida atuação de fisioterapeutas em perícias no Pará

Decisões do Judiciário paraense asseguram prerrogativa profissional na esfera técnica


Coffito abre Consulta Pública do Referencial Brasileiro de Procedimentos Terapêuticos Ocupacionais

Participação da categoria é necessária para a melhor construção do RBPTO. Prazo para contribuir é até 30 de novembro de 2026


Vai precisar de algum serviço do Crefito-3? Antecipe suas solicitações até 28 de outubro

A migração para a plataforma Implanta prevê a suspensão temporária de serviços entre 29 de outubro e 8 de novembro. O novo sistema tem disponibilização prevista para 9 de novembro.


VEJA MAIS

Imagem da notícia

Publicado em: 23/03/2018

Tuberculose: muito além da Fisioterapia Respiratória

24 de março é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

Um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e no mundo, a tuberculose matou mais de 1,6 milhão de pessoas em consequência da doença em 2016.

O Raio-X

A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou, em relatório de 2017, que o mundo tem 10,4 milhões de casos de tuberculose e que o Brasil está entre os 20 países com maior número de casos. Nós também ocupamos uma posição de destaque no ranking de países com altos números de casos de tuberculose e HIV: estamos entre os seis primeiros, ao lado do Congo, Gana, Guiné-Bissau, Indonésia e Libéria.

O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do Ministério da Saúde registra, por ano, 75 mil novos casos e 4,5 mil óbitos, números considerados elevados para uma enfermidade que tem cura e cuja tecnologia de diagnóstico e tratamento é acessível a todos.

A Fisioterapia

Dra. Amanda Caporali é fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Respiratória pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Ela revela que é muito comum pensar no paciente vítima de tuberculose apenas como alguém com comprometimento pulmonar. Porém, o bacilo pode se instalar em qualquer outra parte do corpo.

“A tuberculose não é uma questão exclusiva da Fisioterapia Respiratória. Qualquer parte do corpo pode ser acometida pela tuberculose - ossos, sangue, cérebro”, esclarece Dra. Amanda. “Um paciente grave, acometido de tuberculose óssea, precisa da assistência de fisioterapia motora”.

Tuberculose e o fisioterapeuta da Atenção Básica

A fisioterapeuta enfatiza a necessidade do diagnóstico precoce da doença, que permite as maiores taxas de cura pelo tratamento. Na Atenção Básica, o fisioterapeuta deve estar atento aos sinais e sintomas, que são bastante discretos e podem ser facilmente confundidos com uma gripe. “Febre, tosse prolongada, mal-estar, são alguns dos sintomas que o profissional atuante na atenção básica pode detectar”, alerta.

Ainda na Atenção Básica, o fisioterapeuta tem papel importante no processo de detecção da doença. No processo da coleta do exame de escarro, o fisioterapeuta oferece suporte para essa coleta. “Ao longo do tratamento, o fisioterapeuta atua para manter a via aérea pérvia. Também é muito importante para manter o paciente ativo, para que não desenvolva comorbidades”, destaca.

Fisioterapia no ambiente hospitalar e a Tuberculose

Quando ocorre a internação hospitalar - que pode ocorrer com pacientes imunodeprimidos (pacientes HiV positivo ou com doenças oncológicas) - é necessária uma assistência fisioterapêutica mais ampla.

Dra. Amanda explica que, quando existem comorbidades associadas, a tuberculose pode se desenvolver com uma gravidade maior. “Em tais casos, pode ocorrer a atuação do fisioterapeuta intensivista, em casos em que se exige uma ventilação mais contundente”.

Para o paciente vítima da tuberculose que necessitou da internação hospitalar, existem diferentes tipos de evolução, com diferentes abordagens da Fisioterapia, “desde um caso mais simples, de internação em enfermaria, em que a abordagem tem caráter assistencial, de deambulação, de estímulo à eliminação de secreção e expansão do pulmão, até aquele paciente mais grave, que depende da ventilação mecânica”.