Fiscalização do Crefito-3 detecta outros três falsos profissionais em São Paulo
Três novos casos de exercício ilegal da profissão foram identificados e encaminhados ao Ministério Público de São Paulo para que as devidas providências sejam tomadas.

Em fevereiro de 2019, a 4ª edição do podcast “Fisio e TO Em Movimento” do Crefito-3 informou que seis novos casos de falsos profissionais foram descobertos pelo Departamento de Fiscalização do Crefito-3 e encaminhados ao Ministério Público para investigação. Em abril, mais três casos de falsos fisioterapeutas foram identificados pelo Defis e seguiram para o MP de São Paulo.

De acordo com informações da Procuradoria do Crefito-3, foi constatado, em um destes casos, que uma fisioterapeuta registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia informando que, por meio de comunicado do Crefito-3, teve a ciência de que uma falsa fisioterapeuta estaria utilizando o número de inscrição dela em seus atendimentos. Foi verificado que a falsa profissional é aluna do segundo semestre letivo de 2018 no Curso de Fisioterapia (Bacharelado) e que ainda possui disciplinas a cursar.

O Departamento de Fiscalização do Crefito-3 apurou, também, que a falsária utilizou o carimbo da profissional e que possuía panfletos nos quais se intitulava fisioterapeuta, assim como em suas redes sociais. A situação se agravou, pois, além de utilizar técnicas exclusivas da Fisioterapia, a falsa fisioterapeuta fazia uso de métodos invasivos como aplicação de enzimas, sem qualquer capacitação técnica.

Agente de Prefeitura

Outro caso identificado pelo Defis é do município de Monções (SP). Uma agente de saúde da Prefeitura Municipal foi flagrada em ato fiscalizatório realizando, em uma das salas do Setor de Fisioterapia da Prefeitura de Monções, aplicação de aparelho de ultrassom na região lombar de uma paciente. Questionada pela fiscal do Crefito-3, a falsa profissional negou a formação em Fisioterapia.

Comportamento duvidoso

O terceiro caso envolvendo falso fisioterapeuta é de São Paulo. Durante fiscalização, foi constatado falsário que apresentava comportamentos duvidosos quanto à formação em Fisioterapia. Conforme denúncia, o falso fisioterapeuta não emitia recibo, nem mesmo fornecia dados pessoas para efetuação de pagamento pelo serviço prestado. Além disso, o denunciante afirmou à fiscal do Crefito-3 que não houve sinais de evolução de paciente atendido pelo falso fisioterapeuta. Nas redes sociais e em cartão profissional, o falsário se intitula fisioterapeuta, atuando em áreas como Home Care, Ortopedia, Geriatria e Neurologia.

Os casos foram enviados ao Ministério Público do Estado de São Paulo e seguem para investigação criminal. Em entrevista à Revista Em Movimento, o Coordenador do Departamento de Fiscalização do Crefito-3, Dr. Marcelo Fernandes Rodrigues, disse que “o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional têm a obrigação ética de denunciar o leigo praticando ato privativo da profissão. Não pode ser conivente com esse ato. Precisa comunicar para proteger a população e a profissão”.