“Juntos com a TO” abordou aspectos da profissão em tempos de pandemia
Dr. Adriano Rodrigues e o presidente da ABRATO Dr. Derivan Brito da Silva discutiram história, objeto-método-teoria e identidade profissional da Terapia Ocupacional em tempos de COVID-19.

Na terça, dia 26 de maio, aconteceu mais uma edição da live “Juntos com a TO até o final”. O vice-presidente do Crefito-3 Dr. Adriano Conrado Rodrigues e o terapeuta ocupacional e presidente da Associação Brasileira de Terapia Ocupacional (ABRATO) Dr. Derivan Brito da Silva discutiram aspectos da Terapia Ocupacional em tempos de pandemia. Dr. Adriano explicou que a live se baseou na identidade da profissão. “Foi uma discussão muito profunda em relação à identidade da profissão em tempos de pandemia. E quando a gente fala em identidade da profissão, são as bases teóricas da profissão, modelos e métodos, relacionamento disso com a prática, a questão do que a pandemia está demandando para a Terapia Ocupacional e como os profissionais estão entrando com o raciocínio para responder a essas demandas”. 


Outro ponto de discussão da live foi a questão política da Terapia Ocupacional com o olhar do Dr. Derivan como presidente da Abrato. “Foi uma visão muito enriquecida pela experiência que ele tem e onde coloca as questões importantes da categoria nesse contexto pandêmico pelo olhar da associação e o que ele considera importante nesse momento”, disse Dr. Adriano. A live também considerou o ciberespaço, que permite uma comunicação favorecida e voltada pelos ambientes virtuais e de que maneira isso impacta a prática, e as possibilidades de crescimento e emancipação da Terapia Ocupacional. “Acaba sendo um espaço a mais onde o terapeuta ocupacional consegue propor a sua prática e ter voz e expressão. Isso é muito rico, já existia dentro da TO, ganhou força agora e auxilia muito na emancipação da profissão, na presença da profissão no imaginário social e na valorização da profissão”, explicou Dr. Adriano. 


Em relação à Abrato, Dr. Adriano disse que a live também falou sobre a importância do associativismo. “Falamos muito da cultura do associativismo, da necessidade de olharmos para o “nós” e não para o “eu”, uma vez que o terapeuta ocupacional é valorizado pela sua prática e pelo mercado. O que falta é expressão política e o volume de profissionais numa linguagem ordenada e conjunta”, concluiu.