Segundo o colegiado, não há exigência legal que restrinja apenas aos médicos a realização de perícia para constatar doença ocupacional.
Publicado em: 22/08/2025
Fisioterapia nas Maternidades: um direito em expansão em São Paulo
A presença de fisioterapeutas nas maternidades vem ganhando cada vez mais reconhecimento como um direito fundamental das gestantes, parturientes e de seus bebês. Mais do que um suporte complementar, a Fisioterapia é uma aliada importante no cuidado multidisciplinar para garantir um parto mais seguro, humanizado e saudável. Segundo estudos científicos, a atuação do fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher durante a gestação, o trabalho de parto e o pós-parto contribui significativamente para a redução de dores, diminuição de intervenções médicas desnecessárias e melhora dos desfechos do parto. Entre os benefícios mais evidentes estão o alívio da dor e maior conforto da gestante por meio de técnicas e exercícios, mobilizações e recursos não farmacológicos; promoção do parto natural com incentivo a posições verticais e deambulação, que reduzem o tempo de trabalho de parto; segurança para a mãe e para o bebê, já que a fisioterapia ajuda a prevenir complicações e contribui para um nascimento mais tranquilo; apoio no pós-parto, auxiliando na recuperação da musculatura pélvica, na redução de edemas, na cicatrização e até mesmo na prevenção de incontinências urinárias. Vale destacar, ainda, a atuação deste profissional também no processo do aleitamento materno, tanto na orientação quanto à melhor postura para a mãe amamentar o bebê, quanto no manejo das mamas, além de prevenir possíveis complicações, como fissuras, ingurgitamento e mastite. Atuação do Crefito-3 A Comissão de Assuntos Parlamentares (CAP) do Crefito-3 têm desempenhado um papel fundamental na tramitação e aprovação de projetos de lei, reforçando a importância da Fisioterapia para a saúde materno-infantil. Devido ao empenho do Conselho junto a parlamentares, cidades paulistas têm avançado na aprovação de leis que asseguram esse acompanhamento durante o parto e pós-parto. Municípios como Presidente Prudente, Araçatuba, Penápolis, Bauru, Registro, Birigui e Piracicaba já garantem, por meio de leis locais, a presença de fisioterapeutas nas maternidades Campinas, Fernandópolis, Guarujá, São Paulo, Santos e Hortolândia, também têm projetos em andamento para ampliar esse direito. Em nível nacional, tramita ainda na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 906/22, que propõe tornar obrigatória a presença de fisioterapeutas em tempo integral em maternidades que realizam ao menos mil partos por ano. O objetivo é favorecer o parto natural, reduzir o tempo de internação e custos hospitalares, além de prevenir complicações como lesões no assoalho pélvico. O Crefito-3 segue firme no compromisso de assegurar que cada gestante no estado de São Paulo tenha acesso a esse acompanhamento qualificado, promovendo partos mais seguros, saudáveis e respeitosos. Fisioterapia na Saúde da Mulher é cuidado, é direito, é necessário.