Profissionais poderão regularizar pendências junto ao Conselho.
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A Terapia Ocupacional ensina que a organização da vida diária, os vínculos sociais e as atividades com sentido são elementos que promovem o bem-estar psíquico
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Após a denúncia, foi realizada visita fiscalizatória no Hospital da Luz, que identificou irregularidades que estão além da competência legal de ação do Conselho
Formação no método deve ser feita por meio de curso teórico-prático com carga horária mínima de cem horas.
Publicado em: 17/07/2015
Câmara aprova relatório da CPI da Máfia das Órteses e Próteses
Foi aprovado na quarta-feira (15), por unanimidade, o relatório da CPI da Máfia das Órteses e Próteses, da Câmara dos Deputados, que criminaliza o recebimento e pagamento de propina envolvendo o uso de dispositivos médicos implantáveis. O relatório também trás projeto que prevê a regulação dos preços desses produtos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, que atualmente regula apenas medicamentos. Outros pontos abordados são a regulamentação da concessão de liminares na área de saúde e a educação continuada dos profissionais.
O relatório do deputado André Fufuca (PEN-MA) prevê ainda a formação continuada de médicos que atuam no setor. "Se você tiver a criminalização no que diz respeito à propina e uma formação para evitar o contato direto entre empresa e profissional de saúde, haverá diminuição considerável no que diz respeito à cartelização e criminalização na área de órteses e próteses", acredita o relator.
Segundo Fufuca, durante a CPI foi percebida prática da indústria farmacêutica, de pagar especializações para residentes em fim de curso para que eles pudessem se especializar no uso dos produtos da empresa e em seguida receber comissão conforme o uso do dispositivo. A ideia do projeto é que o Estado promova esse aperfeiçoamento.
Para o deputado Henrique Mandeta (DEM-MS), há pontos nos projetos de lei que devem ser discutidos. Ele cita, por exemplo, o prazo de cinco dias para juízes concederem liminares na área de saúde. "São situações em que a pessoa procura a Justiça para ter determinado material ou cirurgia, e o projeto está dando cinco dias para o juiz emitir sua decisão. Mas você tem situações de urgência, de emergência e situações eletivas. Nas eletivas cabe bem esse prazo, mas nas urgências e emergências é muita coisa", defendeu.
Mandeta também ressaltou que o financiamento de cursos, por empresas, para médicos, deve ser bem avaliado. "A iniciativa privada investe muito em capacitação, e a gente não pode excluir, num tempo de tanta dificuldade. A gente deve disciplinar como ela faz o investimento, mas não excluir", salientou.
Em sua conclusão, a CPI pediu o indiciamento de dez pessoas envolvidas na corrupção: médicos, empresários, vendedores e uma advogada. Entre eles está o ortopedista gaúcho Fernando Sanchis, por estelionato e falsificação de documento particular, e também a advogada Niele de Campos Severo, envolvida no esquema de pedido de liminares no Rio Grande do Sul. Também foi pedido o indiciamento de 16 empresas do setor, para que os órgãos como Polícia Federal e Ministério Público dêem prosseguimento às apurações e possam punir os responsáveis.
Desde o início dos trabalhos, no começo de fevereiro,
a comissão constatou que há, em vários estados, cooptação de profissionais por
fabricantes e distribuidores de dispositivos médicos, cobrança irregular de
taxas de comercialização sobre o valor dos dispositivos, por parte de
hospitais, e pedidos de liminares com sobrepreço. Foi apurado ainda que em
muitos casos são feitas cirurgias desnecessárias com o intuito de cobrar
valores abusivos pelos dispositivos implantáveis.
Com informações
da Agência Brasil