Profissionais poderão regularizar pendências junto ao Conselho.
Representantes do Crefito-3 irão visitar 39 municípios da região
A Terapia Ocupacional ensina que a organização da vida diária, os vínculos sociais e as atividades com sentido são elementos que promovem o bem-estar psíquico
Representantes do Crefito-3 irão visitar 26 municípios da região
Após a denúncia, foi realizada visita fiscalizatória no Hospital da Luz, que identificou irregularidades que estão além da competência legal de ação do Conselho
Formação no método deve ser feita por meio de curso teórico-prático com carga horária mínima de cem horas.
Publicado em: 30/07/2015
Investimentos em tecnologia têm permitido independência científica na Saúde
Soberania e inclusão social foram os dois principais pontos abordados na abertura do 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva – Abrascão 2015, que tem como tema "Saúde, desenvolvimento e democracia: o desafio do SUS universal". A cerimônia, na noite desta terça-feira (28), em Goiânia, teve a participação dos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e da Saúde, Arthur Chioro.
Aldo destacou o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) e de outras instituições ligadas ao Ministério a avanços na área, ao lado do Ministério da Saúde (MS) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
"Temos investido em ciência e em pesquisa para a saúde, para a produção de fármacos, medicamentos, equipamentos que dêem ao Brasil não apenas capacidade, mas também soberania e independência científica e tecnológica para cuidar de sua população", disse no evento, na Universidade Federal de Goiás (UFG). "Infelizmente, vivemos num mundo em que o interesse de algumas nações se sobrepõe ao interesse geral, ao interesse comum e ao interesse coletivo da humanidade."
Para o ministro, a área vem passando por avanços em todo o mundo, mas ainda restam contrastes inaceitáveis. "A humanidade pode registrar conquistas importantes na cura e na prevenção. Houve aumento na longevidade e redução na mortalidade", comentou. "Mas é preciso registrar um paradoxo: grande parte da humanidade permanece à margem de qualquer tipo da assistência e do alcance de qualquer política pública de saúde".
O titular do MCTI lembrou que o tema das chamadas doenças negligenciadas, ou esquecidas, apareceu como uma preocupação comum dos governos brasileiro e norte-americano nas reuniões de cooperação bilateral que teve com autoridades daquele País neste ano. Acrescentou que males como a esquistossomose, a malária, a leishmaniose e a doença de Chagas ainda não têm vacina ou soro preventivo, embora alguns deles sejam conhecidos há séculos ou até milênios, ao passo que foram concretizadas realizações científico-tecnológicas como a conquista do espaço, a ida à Lua, a invenção da internet e "milagres" nas tecnologias da informação e da comunicação. Por fim, citou o risco de pandemias, questionando se a comunidade global está preparada para contê-las.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressaltou os impactos das transformações populacionais, culturais e econômicas. "O Brasil vive uma transição demográfica, nutricional e epidemiológica e isso nos faz lidar como novos desafios", afirmou. Ele pontuou que transcorreram quase 28 anos desde a promulgação da Constituição de 1988 e o reconhecimento do acesso à saúde como direito universal, e que se impõem frentes como a busca por novas fontes de financiamento e o enfrentamento intersetorial de problemas como a violência no trânsito, o uso indiscriminado de álcool e outras drogas e o excesso de partos cesarianos.
Chioro destacou a necessidade de discutir assistência farmacêutica e inovação no Sistema Único de Saúde (SUS) e exemplificou com a economia obtida no tratamento de diabetes. "O que o Brasil está conseguindo, com o jeito criterioso de discutir inovação, sem ficar de joelhos diante dos interesses o capital internacional, valorizando os nossos laboratórios públicos, é permitir que outros países, outros povos das Américas, da África e do mundo tenham direito a ter acesso aos mesmos tratamentos que os países hoje chamados de Primeiro Mundo."
Com informações
do Portal Brasil