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Publicado em: 24/11/2015

Governo cria grupo de trabalho e assegura recursos contra surto de microcefalia

A presidenta Dilma Rousseff determinou a criação de um grupo interministerial, sob coordenação da Casa Civil, para tratar do surto de microcefalia que acomete Estados do Nordeste. O tema foi tratado na reunião de coordenação política desta segunda-feira (23). De acordo com boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, até o dia 17 de novembro foram notificados 399 casos da doença em recém-nascidos de sete estados da região Nordeste.

Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, o governo não poupará esforços e recursos para combater o surto. “Por mais que a gente tenha em nosso horizonte a questão do equilíbrio fiscal do governo, quando se fala em saúde pública, os recursos têm que ser destinados, e essa é a vontade da presidenta Dilma”, disse o ministro, em resposta a jornalistas. 

Até o momento, o maior número de casos da doença foi registrado em Pernambuco (268), primeiro Estado a identificar aumento de microcefalia em seu território e que conta com o acompanhamento de equipe do Ministério desde o dia 22 de outubro. Em seguida, estão os Estados de Sergipe (44), Rio Grande do Norte (39), Paraíba (21), Piauí (10), Ceará (9) e Bahia (8).

A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor que o normal, que habitualmente é superior a 33 centímetros. Esse defeito congênito pode ser efeito de uma série de fatores de diferentes origens. A suspeita, atualmente, é que o surto tenha como causa o zika vírus, que teria o mesmo vetor de transmissão da dengue, o mosquito Aedes aegypti.

De acordo com Edinho Silva, além de determinar a criação do grupo de trabalho, presidenta também pediu que o ministro Marcelo Castro, da Saúde, realize uma reunião com pesquisadores, para que o governo avance nas medidas que estão sendo tomadas em caráter emergencial.

“A presidenta pediu que o ministro tome todas as medidas necessárias para que a gente possa, independentemente das conclusões dos estudos que estão sendo feitos, enfrentar o surto, combatendo em primeiro lugar o mosquito, e que a gente possa desencadear uma campanha informativa junto à sociedade”, disse Edinho Silva.

Questionado por jornalistas, o ministro também esclareceu que não foi possível tomar medidas preventivas por se tratar de uma ocorrência sem registro na história da Medicina. “Inclusive os estudos ainda estão sendo feitos para que se possa constatar a real origem”, acrescentou Edinho.

Com informações do Portal Brasil