Últimas Notícias

Crefito-3 EDUCA #137: Estratégias de Educação de Pacientes para Melhora de Desfechos Clínicos


Crefito-3 realiza conferência sobre o protagonismo negro na ciência

Evento do Crefito-3 promove reflexões sobre protagonismo negro, equidade racial e práticas antirracistas na formação, na ciência e no exercício profissional


RESUMO SEMANAL

Isenção da Anuidade para doenças graves, Referencial Brasileiro de Procedimentos Terapêuticos Ocupacionais, agenda de eventos, e muito mais…


Justiça valida atuação de fisioterapeutas em perícias no Pará

Decisões do Judiciário paraense asseguram prerrogativa profissional na esfera técnica


Coffito abre Consulta Pública do Referencial Brasileiro de Procedimentos Terapêuticos Ocupacionais

Participação da categoria é necessária para a melhor construção do RBPTO. Prazo para contribuir é até 30 de novembro de 2026


Vai precisar de algum serviço do Crefito-3? Antecipe suas solicitações até 28 de outubro

A migração para a plataforma Implanta prevê a suspensão temporária de serviços entre 29 de outubro e 8 de novembro. O novo sistema tem disponibilização prevista para 9 de novembro.


VEJA MAIS

Imagem da notícia

Publicado em: 04/03/2016

Enfraquecimento de medidas contra Aedes permitiu reintrodução do inseto no país

O desenvolvimento de uma vacina para a febre amarela, nos anos 30, e a erradicação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, na década de 50, fez com que o governo relaxasse as medidas de controle do mosquito, o que permitiu sua reintrodução no país no final da década de 60, afirmou o professor do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Delsio Natal.

Em evento promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, o professor apresentou um panorama da trajetória do mosquito no Brasil, desde o século 17, quando houve a primeira campanha contra a febre amarela no país. O presidente da associação participou do evento e ressaltou que problemas de infraestrutura e de abastecimento de água favorecem a proliferação do mosquito.

“Nós não vamos conseguir erradicar o mosquito, precisamos baixar a densidade dele”, disse o professor, ao avaliar que uma segunda erradicação seria muito difícil, além de dispendiosa. “Agora nós vamos ter que controlar as epidemias, controlar as doenças que estão chegando, que é o mais imediato e talvez sufocar a epidemia com algum método, alguma técnica”.

Segundo Natal, os métodos que já existem para combate ao Aedes aegypti funcionam e só dependem de uma gestão correta para sua eficácia. “Falta muita gente [especializada] nos municípios, falta muito técnico. A maioria dos municípios não tem nem entomologista [que estuda os insetos] nas equipes”, disse.

O presidente da associação disse que um grande desafio do saneamento no Brasil é a coleta e distribuição de água e esgoto de forma adequada e eficaz. Segundo ele, a responsabilidade recai sobre o governo federal, mas ele acredita que os governos estaduais e municipais poderiam fazer mais sobre a questão.

“Não conseguiremos fazer obras de esgoto em dois anos, mas é importante que se faça a reestruturação do setor, fortalecendo os planos municipais e reestruturando também as empresas estaduais”, disse.

Com informações da Agência Brasil