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Publicado em: 28/05/2020

Crefito-3 orienta profissionais em live sobre reabertura gradual de clínicas e consultórios

O encontro virtual teve a participação do Coordenador do Defis, Marcelo Rodrigues e esclareceu, dentre outros pontos, dúvidas sobre abertura de consultórios e clínicas de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional

Nesta quinta-feira, dia 28 de maio, aconteceu a segunda live Plantão do Crefito-3. O vice-presidente do Crefito-3 Dr. Adriano Conrado Rodrigues e o Coordenador do Departamento de Fiscalização Marcelo Fernandes Rodrigues orientaram profissionais a respeito da reabertura gradual de clínicas e consultórios de Fisioterapia e Terapia Ocupacional durante a pandemia de COVID-19. 


Conforme explicou Marcelo, o Decreto Estadual nº 64. 881, de 20 de março de 2020, e o Decreto Municipal nº 59.298, de 23 de março de 2020, estabelecem que serviços de assistência à saúde, tais como serviços fisioterapêuticos e terapêuticos ocupacionais, médicos, odontológicos, laboratoriais, farmacêuticos e hospitalares, públicos ou privados devem seguir com o funcionamento normal. 


Higiene


Entretanto, recomenda-se que o profissional respeite e mantenha medidas de higiene indicadas pelos órgãos de Saúde e Vigilância Sanitária, como a realização de atendimentos individuais com horário marcado, que o local seja ventilado e com condições de higiene entre um paciente e outro. Além disso, o profissional deverá garantir a higienização do local de atendimento, de todo o material utilizado e da sala de espera entre os atendimentos.


O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) também foi um dos pontos discutidos na live. Marcelo ressaltou que os EPIs são de extrema necessidade para garantir a biossegurança. As máscaras, avental descartável e luvas devem ser usadas pelo profissional, que também precisa disponibilizar máscaras para o paciente. Já no caso das Terapias Manuais, o uso da luva pode atrapalhar na manipulação do paciente, por isso, recomenda-se que, no caso de não usar luvas, as mãos sejam higienizadas antes e depois do toque. 


Teleatendimento


Também foi ponto de discussão da live. Dr. Adriano o teleatendimento, a teleconsulta e a teleconsultoria, que estão autorizados pelo Coffito e podem ser usados pelo fisioterapeuta e pelo terapeuta ocupacional. Dr. Adriano salientou que é importante que os profissionais analisem as necessidades e cada caso dos pacientes, já que existem pacientes eletivos para a consulta presencial e aqueles não-eletivos, que apresentam comorbidades e riscos de saúde. Para esses casos, a teleconsulta é o mais recomendado, pois além de proteger o paciente, garante que o tratamento não seja interrompido. 


Pilates


Embora não tenha sido abordado textualmente na live, o funcionamento das clínicas de Pilates é um assunto que tem gerado muita dúvida entre os profissionais. Sobre esse tema, não existe uma informação específica sobre o funcionamento ou não dessas clínicas. “Na verdade nunca foi informado que era para ser fechado. Quando utilizado como reabilitação e seguindo as recomendações de distanciamento social, utilizando álcool em gel, máscaras e tudo mais, e desde que seja um paciente que é considerado que o Quadro Clínico dele pode ter piora ao não ter a assistência, pode manter o presencial sim, independente de modalidade praticada pelo profissional”, afirmou Dr. Marcelo. Todavia, o Coordenador do Defis ressalta que não é recomendado atendimentos em grupo. “Sobre o grupo, sugere-se o não atendimento pelo risco, pelo contato e pelo compartilhamento dos equipamentos”. 


Baseado nas decisões e estratégias do estado de São Paulo, o Crefito-3 sugere que os profissionais observem as definições e decisões tomadas a nível Estadual, mas também, e principalmente, as decisões locais, de cada cidade, de cada região. Decisões essas que são bastante importantes na estratégia de vencer a pandemia no Estado. Isso foi falado, por exemplo, pelo prefeito da Capital que alerta que é necessário "apresentar para a Prefeitura de São Paulo protocolos de saúde, de higiene, de testagem, regras de autorregulação, regras para fiscalização, políticas de comunicação dessas regras, e proteção aos consumidores e funcionários. Os setores precisam vir discutir com a prefeitura de que forma será essa reabertura", disse Covas. Estratégias semelhantes podem, e devem ser adotadas em outros municípios do estado com vistas a contribuir com toda a sociedade neste momento de crise que o país enfrenta.


Recomendações 


O Departamento de Fiscalização do Crefito-3, seguindo as orientações do Ministério da Saúde, das Secretarias Estadual e Municipais de Saúde, orienta:

  • Que nas situações ambulatoriais de baixa e média complexidade que forem possíveis, a interrupção temporária dos atendimentos é recomendada. Dessa forma, o profissional deverá remarcar consultas e os atendimentos, considerando principalmente os pacientes do grupo de risco para a COVID-19;
  • Que no caso de pacientes ambulatoriais de alta complexidade, sobretudo aqueles com risco eminente de “piora clínica”, o profissional deverá avaliar a possibilidade de “não interrupção” do atendimento. E se possível, determinar dias e/ou horários específicos para o atendimento;
  • Que os profissionais estudem a possibilidade de reagendar atendimento para pacientes com 60 anos ou mais, e/ou para aqueles que fazem parte do grupo de risco para coronavírus, desde que estejam estáveis e sem risco iminente de piora clínica; e o encaminhamento de pacientes com sinais e sintomas respiratórios, tais como, tosse seca e intensa, cansaço, falta de ar e febre, aos serviços de saúde de referência para o novo coronavírus, indicados em sua cidade;
  • Que devem ser utilizadas todas as recomendações (normas e dispositivos) de higiene e biossegurança, bem como a adoção de simples condutas, entre elas, lavagem periódica das mãos, uso de álcool gel para assepsia das mãos, uso de máscara para atendimento de pacientes, e por fim, o controle e a redução do fluxo de pessoas nos locais de atendimento;
  • Que não é obrigatório o uso de propé, mas o sapato deve ser higienizado antes de entrar no ambiente. Touca, avental e face shield não são de uso obrigatório em consultórios, desde que o paciente não esteja sob suspeita de COVID-19. Caso o profissional opte pelo uso de touca e avental, estes devem ser descartáveis.

Orientações antes do atendimento

  • Organizar o agendamento da consulta ou atendimentos de forma a limitar, na medida do possível, a presença simultânea de várias pessoas, levando em consideração o tamanho das instalações e a ventilação das salas com maior passagem de pessoas, dando preferência aos atendimentos individuais;
  • Ao realizar o agendamento e/ou confirmação, via contato telefônico, orientar o paciente e acompanhante utilizar máscara própria no trajeto até a clínica e durante o atendimento;
  • Solicitar que o acompanhante só se faça presente em casos onde é considerado indispensável, devendo este ser submetido aos mesmos procedimentos de higiene e uso da máscara.

Local de atendimento

  • Abolição, no ambiente terapêutico, de cumprimentos com apertos de mãos, abraços e beijos, esclarecendo, de forma pedagógica, o motivo de tal mudança de hábitos e costumes;
  • Antes de iniciar a consulta ou atendimento, devem-se apresentar instruções ao paciente quanto ao uso da máscara de tecido e à lavagem das mãos com água e sabão, etiqueta respiratória e da tosse;
  • Disponibilizar frascos de gel hidroalcoólico 70%, em todos os ambientes do estabelecimento;
  • Disponibilizar cartazes com instruções a pacientes e colaboradores sobre desinfecção das mãos com frequência, sobre etiqueta respiratória e da tosse, e sobre a indicação do distanciamento preventivo de 1,5 a 2 metros - desde a entrada até a saída da clínica ou consultório;
  • Organização da sala de espera, mantendo uma distância mínima de 1,5 a 2 metros entre as cadeiras; observação das condições do ambiente, no que diz respeito a circulação do ar, mantendo sempre que possível, janelas e portas abertas;
  • Fortalecimento do plano de limpeza e saneamento do ambiente e recursos materiais/equipamentos utilizados, com intervenções realizadas a intervalos de tempo regulares, especialmente antes e após cada atendimento;
  • Quanto à utilização dos EPI, o Fisioterapeuta e Terapeuta Ocupacional devem utilizar a máscara cirúrgica, além da lavagem rigorosa das mãos com água e sabão, antes e após o atendimento. O gel hidroalcoólico 70%, pode ser uma forma adicional de higienização, mas não substitui a lavagem das mãos;
  • Apenas para os casos de atendimento a pacientes com suspeita ou infectado (com COVID- 19): utilizar máscara PFF2 ou N95, proteção ocular, avental e luvas. Se o procedimento envolve aerossóis: o profissional deve estar paramentado com máscara PFF2 ou N95, proteção ocular (óculos e protetor facial), touca, avental e luvas. O descarte dos EPIs não reutilizáveis devem ser feito em recipiente para lixo contaminado.
Cartilhas

O Crefito-3 divulgou cartilhas e orientações elaborados por profissionais de referência nas respectivas áreas, com orientações aos profissionais sobre biossegurança e assistência hospitalar. Acesse aqui.