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Publicado em: 14/08/2020

Proposta para regulamentação dos injetáveis na Fisioterapia Dermatofuncional ainda tramita no Coffito

Demanda pela normatização do uso de injetáveis por especialistas da área visa à atualização das normas, frente aos avanços científicos e às novas práticas na área. Segundo Associação, os profissionais estão perdendo clientes

Desde 2016, a Associação Brasileira de Fisioterapia Dermatofuncional - Abrafidef -, iniciou contatos com o Coffito, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, alertando o órgão para a necessidade urgente de normatização práticas dessa área, para que não houvesse restrições do Conselho à atuação desses especialistas. Como destaque, a urgência para a definição sobre o a utilização de injetáveis pelos fisiotererapeutas especiaistas na área dermatofucional


A partir dos primeiros contatos, foi formado pelo Coffito um grupo de estudos, para avaliação e validação dos critérios científicos, técnicos e legais que amparassem a atualização das normas sobre as práticas da Fisioterapia Dermatofuncional.  Como órgão público que tem como razão de sua existência, garantir a segurança da população, nas questões que envolvem a prática profissional, o Coffito, antes de emitir qualquer parecer ou normatizar novas áreas e práticas às profissões, sempre realiza estudos profundos,  em parceria com entidades científicas.


Perda de clientes


De acordo com o presidente da Abrafidef, Dr. Juliano Tibola, que participou do grupo de estudos, o trabalho avançou ao ponto de gerar uma minuta do texto de normatização e que este foi, inclusive, submetido aos Crefitos de todo o país, para que avaliassem e apresentassem sugestões ao texto. 


“Por conta da demora em atualizar as normas, muitos colegas têm relatado a perda e clientes e pacientes também em seus consultórios”, protesta Dr. Juliano Tibola. “Nós não temos mais condições de ficar atrás num mercado num mercado tão competitivo, é, sendo que existem recursos que a ciência já nos traz à luz hoje e que o fisioterapeuta dermatofuncional possui aptidão para o uso”, . E ele faz um apelo: “precisamos que o Coffito se posicione, para não levar essa especialidade  a sucumbir. Corremos esse risco, se não tivermos a atualização dos nossos recursos frente à evolução tecnológica e científica que estamos tendo”.


Procurado, o Coffito se posicionou, por meio de uma nota.


 “Informamos que o tema esteve na pauta da última reunião de presidentes. Foi acordado entre os presidentes que, em breve, o Coffito convocará uma nova reunião de presidentes para tratar do tema na condição de pauta única. O objetivo do Conselho Federal é normatizar e regular procedimentos que tenham comprovação científica e que, não ofereçam nenhum tipo de prejuízo ou dano à sociedade”.