Últimas Notícias

Crefito-3 EDUCA #137: Estratégias de Educação de Pacientes para Melhora de Desfechos Clínicos


Crefito-3 realiza conferência sobre o protagonismo negro na ciência

Evento do Crefito-3 promove reflexões sobre protagonismo negro, equidade racial e práticas antirracistas na formação, na ciência e no exercício profissional


RESUMO SEMANAL

Isenção da Anuidade para doenças graves, Referencial Brasileiro de Procedimentos Terapêuticos Ocupacionais, agenda de eventos, e muito mais…


Justiça valida atuação de fisioterapeutas em perícias no Pará

Decisões do Judiciário paraense asseguram prerrogativa profissional na esfera técnica


Coffito abre Consulta Pública do Referencial Brasileiro de Procedimentos Terapêuticos Ocupacionais

Participação da categoria é necessária para a melhor construção do RBPTO. Prazo para contribuir é até 30 de novembro de 2026


Vai precisar de algum serviço do Crefito-3? Antecipe suas solicitações até 28 de outubro

A migração para a plataforma Implanta prevê a suspensão temporária de serviços entre 29 de outubro e 8 de novembro. O novo sistema tem disponibilização prevista para 9 de novembro.


VEJA MAIS

Imagem da notícia

Publicado em: 09/09/2020

Fisioterapeutas pesquisadores publicam recomendações sobre utilização de recursos da telessaúde

Grupo avaliou cenário da aprovação emergencial de regras para utilização de recursos para assistência remota durante a pandemia da COVID-19 e revelou que tanto profissionais quanto pacientes ainda oferecem resistência ao modelo

O Brazilian Journal of Physical Therapy publicou, nos meses de junho e agosto, duas colaborações de pesquisadores, a respeito da utilização dos recursos da telessaúde e da telereabilitação, a partir de sua autorização provisória, para utilização durante a pandemia da COVID-19. Os textos A pandemia de COVID-19 e a regulamentação do atendimento remoto no Brasil: novas oportunidades às pessoas com dor crônica”, e Strategies for a safe and assertive telerehabilitation practice são de autoria dos pesquisadores Iuri Fioratti, Felipe Reis, Lìvia Fernandes e Bruno Saragiotto.


A publicação de Resoluções por diferentes Conselhos de fiscalização de profissionais da área da saúde - inclusive pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), por meio da Resolução 516/2020 - ocorreu de maneira emergencial, com o objetivo de evitar que pacientes em todo o Brasil ficassem desassistidos, em razão das medidas de isolamento e distanciamento social, decretadas por governos estaduais a partir de março passado, o que restringia, ou inibia, o acesso aos serviços de saúde. 


No entanto, os pesquisadores citam que, embora a regulamentação, ainda que precária, tenha respondido à necessidade de manter o contato entre profissionais de saúde e pacientes, “não houve orientações suficientes para a correta implementação por parte dos profissionais e muito menos a avaliação das necessidades e capacidade de acesso a essa tecnologia por parte da nossa população para ótima estabelecimento dessa modalidade no Brasil”.


Prevenção aos riscos da descontinuidade da assistência


Publicada em junho, a Carta ao Editor, com o título “A Pandemia de COVID-19 e a regulamentação do atendimento remoto no Brasil: novas oportunidades às pessoas com dor crônica” avalia que a oferta de serviços de saúde a distância, como a telessaúde, são um meio alternativo para garantir a continuidade da assistência, especialmente para pacientes que sofrem com dores crônicas. Para essa população a descontinuidade do tratamento pode significar piora dos sintomas e incapacidades. 


Outra questão avaliada pelo grupo de pesquisadores nessa Carta ao Editor,  é a própria necessidade de mudança de paradigma, e a adoção de novos comportamentos, tanto por profissionais quanto por pacientes, para que a reabilitação remota  apresente bons resultados. Na avaliação dos pesquisadores, nos casos de assistência remota ao paciente com dor  crônica, o profissional precisa pensar como um estrategista, para auxiliar o paciente a contribuir para o alcance dos objetivos terapêuticos. O paciente, por sua vez, precisa se envolver ativamente, numa postura de autogestão, para que a estratégia desenhada pelo profissional tenha resultados..


Recomendações para otimizar o teleatendimento


No editorial  Strategies for a safe and assertive telerehabilitation practice, publicado em agosto último, os autores - ainda avaliando a oferta da telessaúde e telereabilitação no contexto da pandemia da COVID-19 e a insegurança dos profissionais de saúde brasileiros, que receberam pouca ou nenhuma orientação sobre a telereabilitação e a telessaúde - apresentam recomendações para melhor aproveitamento da modalidade remota de assistência.


Considerando a pouca intimidade dos profissionais na utilização do recurso e possíveis limitações dos pacientes, os pesquisadores elencam algumas recomendações práticas, para guiar os profissionais, de forma que possam fazer o melhor uso dos recursos tecnológicos para ofertar, de forma adequada ao meio digital, uma assistência eficiente e eficaz aos pacientes.


Dentre as recomendações, destacam-se a necessidade de o compreender as limitações de acesso dos pacientes aos meios virtuais de comunicação; a consideração às necessidades e os desejos do paciente em relação ao tratamento; a busca pelo desenvolvimento de estratégias que mantenham o paciente motivado; a necessidade de  manutenção de uma comunicação fluente e de  linguagem simples e - o mais importante - a garantia de que toda a base da telereabilitação tenha fundamentos nas evidências científicas.


Para acesso aos textos, clique em:


Carta ao Editor

A pandemia de COVID-19 e a regulamentação do atendimento remoto no Brasil: novas oportunidades às pessoas com dor crônica


Editorial  

Strategies for a safe and assertive telerehabilitation practice