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Publicado em: 28/05/2021

28 de maio: Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher

A data foi definida no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, que aconteceu em 1984, na Holanda, ocasião em que a morte materna apareceu com toda a sua magnitude.

Nesta sexta-feira, dia 28 de maio, são celebrados o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, as datas foram criadas para chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre os diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) são: câncer de mama, endometriose, infecção urinária, câncer no colo do útero, fibromialgia, depressão e obesidade e demais condições.


Além de alertar para os distúrbios de saúde comuns na vida das mulheres, a data reforça também a importância dos exames periódicos preventivos, os quais muitas mulheres deixam de realizar devido à jornada dupla feminina “trabalho x atenção à família”, carência de recursos financeiros e acesso aos serviços de saúde.


A Saúde da Mulher se apresenta como um amplo leque de atuação para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que, por meio de especializações e vivências na área, contribuem para a manutenção da saúde de todas as mulheres nas diversas faixas etárias. 


Mortalidade materna


A OMS também faz um alerta para a mortalidade materna. De acordo com a entidade, hipertensão (pré-eclâmpsia e eclâmpsia), hemorragias graves, infecções (normalmente pós-parto), complicações no parto e abortos inseguro estão entre as suas principais causas. Segundo informações da Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde, “a mortalidade materna é um importante indicador de qualidade da saúde ofertada para as pessoas e é fortemente influenciada pelas condições socioeconômicas da população. Em média, 40% a 50% das causas podem ser consideradas evitáveis. O atraso no reconhecimento de condições modificáveis, na chegada ao serviço de saúde e no tratamento adequado, está entre as principais causas das altas taxas de mortalidade materna ainda presentes na maior parte dos estados brasileiros.”


Desta forma, a atenção pré-natal e puerperal é de extrema importância para garantir saúde e bem-estar materno e fetal. Equipes de saúde da Atenção Primária irão atuar através do acolhimento da mulher desde o início da gravidez ou o mais precocemente possível; reconhecer, acompanhar e tratar as principais causas de morbimortalidade materna e fetal e estar disponíveis quando ocorrerem intercorrências durante a gestação e o puerpério.


O Ministério da Saúde informou também que uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontou que os indicadores ainda estão elevados no Brasil e que mortalidade na infância está concentrada no período neonatal. Este cenário é desafiador, já que a maior parte desses óbitos se dá em função de eventos sensíveis à melhoria do sistema de saúde na assistência pré-natal e na atenção ao recém-nascido.


Para isso, é dever da administração pública e gestores públicos a garantia de serviços de saúde especializados voltados às mulheres, gestantes, puérperas e aos recém-nascidos, especialmente os que se encontram em situação de vulnerabilidade e risco social.


Evento 


No dia 05 de junho (sábado), o Crefito-3 irá realizar um evento online que irá tratar da atualização sobre os temas envolvendo a saúde da mulher, e as formas de participação e engajamento - técnico, científico e social - por meio dos quais  fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem contribuir com a luta internacional pelos direitos em saúde da mulher. O evento “Luta Internacional da Saúde da Mulher: Atualidades e Perspectivas da Fisioterapia e Terapia Ocupacional” será transmitido on-line, das 10h às 12h, no canal do Crefito-3 no YouTube.


O evento terá a participação da ABRAFISM (Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher) e da Atoesp (Associação de Terapia Ocupacional do Estado de São Paulo) que irão enriquecer a discussão. 


As inscrições devem ser realizadas no Sympla e estão abertas ao público em geral: fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, estudantes de graduação, pós-graduação, usuárias / pacientes / clientes. Contamos com sua presença nesse encontro, que irá levantar questões que podem se beneficiar do olhar próprio da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional.


Saiba mais sobre as propostas do evento  “Luta Internacional da Saúde da Mulher: Atualidades e Perspectivas da Fisioterapia e Terapia Ocupacional “ no site do Crefito-3 www.crefito3.org.br