Turma da Mônica apresenta personagem portador de distrofia muscular de Duchenne
Senadora Mara Gabrilli e o Secretário Municipal de São Paulo Cid Torquato comentam novo personagem da Turma da Mônica. Bonecas e gibis levantam debate sobre inclusão. l

Diversidade e inclusão sempre fizeram parte do universo da Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa, que anuncia a chegada de mais um personagem para fortalecer o debate da inclusão e respeito às diferenças. Edu é um menino de nove anos que tem distrofia muscular de Duchenne, uma doença hereditária e degenerativa (DMD). O primeiro gibi que apresenta Edu será lançado em março durante o 15º Congresso Paulista de Pediatria. O material será doado para associações de pacientes com a doença, médicos e também estará disponível na internet. As histórias com o novo personagem buscam alertar para o diagnóstico precoce da doença e passar mensagens de inclusão e respeito.

Além de Edu, a Mauricio de Sousa Produções já criou outros personagens com algum tipo de deficiência, como André, um menino autista; Dorinha, que é cega e está sempre acompanhada de seu cão-guia Radar; Humberto, deficiente auditivo; Luca, um menino paraplégico que se locomove em uma cadeira de rodas; Tati, uma menina com Síndrome de Down e Igor e Vitória, soropositivos criados para a ONG de Brasília Amigos da Vida.

Mauricio de Sousa diz que pretende criar outros personagens que promovam inclusão. "Estou atrás disso, querendo perceber como podemos chegar perto de crianças de todos os níveis, de todas as condições ou doenças. Vamos continuar com isso, porque o mundo é grande e as necessidades de representatividade são vitais para elas [as crianças], então temos que continuar com essa busca", disse.

A Senadora Mara Gabrilli comentou a divulgação do personagem Edu e a proposta de apresentar a temática da inclusão e do respeito às diversidades em um gibi voltado para crianças e adolescentes. "Costumo muito dizer que a criança que convive com a diversidade se torna um adulto muito mais humano, tolerante e inclusivo.  Por isso a importância de termos personagens com deficiência em histórias como as da Turma da Mônica, que são voltadas ao universo lúdico e que, além de entreter, também educam. Maurício de Sousa já contribui para levar o hábito da leitura a uma legião de jovens em nosso país. Agora inspira essa nova geração a conviver e respeitar as diferenças. Isso é muito enriquecedor!"

O Secretário da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Cid Torquato, também falou sobre os recentes lançamentos que promovem a inclusão no universo dos brinquedos, dos gibis e até mesmo em aplicativos de celulares. “A diversidade é um dos grandes desafios do nosso tempo e está ligada a criatividade e inovação. Educando as crianças sob a ótica inclusiva, e os quadrinhos são ferramentas importantes e lúdicas nesse processo, com certeza contribuímos na formação de gerações futuras sem os vícios e preconceitos que ainda são parte do mundo na atualidade”. O Secretário ainda ressaltou que a deficiência é parte da vida das pessoas e que não deve ser escondida ou tratada de forma velada. “Com o aumento da longevidade teremos uma sociedade onde cada vez mais pessoas possuem alguma deficiência. Há questões que precisam ser discutidas por toda a sociedade”.