31/10/2013
Pesquisadores estrangeiros discutem no Rio a terapia assistida com uso de animais
A terapia assistida por animais ganha cada vez mais atenção de pesquisadores do mundo todo, confirmando os impactos positivos que animais como cavalos e cachorros têm para a saúde física e mental de crianças, adultos e idosos. Para discutir o tema, pesquisadores de várias partes do mundo se reuniram no Rio de Janeiro para o Simpósio Internacional de Atividade, Terapia e Educação Assistida por Animais (Sintaa).

Apesar das avaliações positivas, o Brasil ainda apresenta alguma resistência a esse tipo de tratamento alternativo, ao contrário de outros países como a Argentina, os Estados Unidos e o Chile, onde vários hospitais permitem a visita de animais a pacientes, desde que avaliados e monitorados por um profissional da saúde. Em todo o país, apenas o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, admite esse tipo de terapia.

A professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Beatriz Guitton, disse que os médicos observam clinicamente os pacientes que utilizam a terapia assistida por animais e notam muitos pontos positivos. "Os resultados são importantes porque eles verificam os sinais vitais, de tensão, memória, dor, dependendo qual é o objetivo. Aplica-se a terapia e dá para enxergar a melhora no quadro do paciente, seja em relação aos sinais vitais, como pressão arterial, batimento cardíaco, ou se a pessoa fica mais tranquila, como crianças antes de algum tratamento quimioterápico", explicou.

Com informações da Agência Brasil