Coronavírus e os cuidados nos atendimentos em consultórios e clínicas
Crefito-3 consultou profissionais com conhecimento em relação à biossegurança nos ambientes de assistência, e recomendaram ações importantes para garantir a proteção do profissional e de seus pacientes

Esta semana o Crefito-3 iniciou ação que visa a manter informados todos os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais de São Paulo, em relação a diferentes questões que afetam essas profissões durante o enfrentamento à Covid-19.

Entrevistas com especialistas a respeito de medidas de biossegurança, englobando profissional e pacientes; quais as recomendações a respeito do cancelamento ou não de atendimentos e as possibilidades que os profissionais podem explorar para garantir, tanto quanto possível, a continuidade de movimento aos seus pacientes, foram alguns dos temas apresentados pelos especialistas entrevistados.

 

Biossegurança

 

Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que atuam na assistência hospitalar seguem as normas de segurança da própria instituição, de acordo com a área em que atuam. 

Mas como estão procedendo os profissionais que realizam seus atendimentos em clínicas, em consultórios? O que fazer, quando não existe uma equipe de suporte, que garanta as questões da biossegurança?

Em situações assim, a responsabilidade recai totalmente sobre o profissional que é responsável pelo local do atendimento, explica a fisioterapeuta do trabalho e especialista em ergonomia,Dra. Áurea Maria de Ponte.

 

Triagem

 

Dra. Áurea recomenda que seja realizada a triagem anterior, para atendimentos em consultório ou clínica, para verificar se já estão presentes os sintomas provocados pelo coronavírus. “Em caso de sintomas detectados, os Fisioterapeutas devem encaminhar seus pacientes para atendimento Médico com o descritivo observado”.

Ela também chamou a atenção para o atendimento em pacientes da assistência domiciliar (Home Care). “Avalie a emergência em atender pacientes que apresentam sintomas suspeitos da Covid-19. Em caso de necessidade de atendimentos, faça uso dos equipamentos de proteção individual”, recomenda.

 

Produtos de uso hospitalar em consultórios

 

Também conversamos a respeito da biossegurança com o Dr. Celso Carvalho, diretor da Regional São Paulo da Associação Brasileira de Fisioterapia CArdiorrespiratória (Assobrafir).

“É importante que todos nós tenhamos cuidado com a higienização do ambiente”, explicou. Dentre os cuidados, ele inclui manter a ventilação natural dos espaços, evitando o uso de aparelho de ar condicionado, disponibilizar o álcool-gel para os clientes e não manter um grande número de pessoas na sala de espera. “O profissional deve procurar organizar as cadeiras com distância de um metro entre cada uma nas salas de espera”, ensina Dr. Celso, 

Dr. Celso ainda inclui,  como medida fundamental de segurança, a manutenção da higiene do ambiente, pois o vírus pode permanecer até 9 dias sobre as superfícies. “Recomendo o uso de desinfetantes que são comuns no ambiente hospitalar, como o hipoclorito de sódio a 0,5% ou 1%; álcool a 70%, e peróxido de hidrogênio a 0,5%”.


Higienização de OPMs

 

Membro do Conselho Municipal de Saúde de Americana e Delegada do Crefito-3, a terapeuta ocupacional Fábia Dellapiazza destaca uma questão que, por vezes, os profissionais podem esquecer, pelo foco maior de suas preocupações ser o ambiente hospitalar, assistencial. “Devemos orientar as pessoas que fazem uso de próteses, órteses, andadores, cadeiras de rodas, a terem, um cuidado maior com a higienização desses equipamentos, para evitar a contaminação por meio desses itens”