Dia Mundial de Conscientização do Autismo destaca atuação do Terapeuta Ocupacional e do Fisioterapeuta
A data, celebrada no dia 2 de abril, tem por objetivo chamar a atenção da sociedade civil, bem como informar, conscientizar e quebrar preconceitos sobre o Transtorno de Espectro Autista (TEA).

Nesta sexta-feira, dia 2 de abril, é comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. A data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 2007 e tem por objetivo chamar a atenção da sociedade civil, bem como informar, conscientizar e quebrar preconceitos sobre o Transtorno de Espectro Autista (TEA), condição neuropsiquiátrica caracterizada por comprometimento em habilidades sociais; limitações na comunicação, seja linguagem verbal e/ou não-verbal, e comportamentos estereotipados, repetitivos e com gama restrita de interesses. 


O TEA abrange uma ampla gama de habilidades e características, diferindo de pessoa para pessoa quanto à severidade e combinações de sintomas. Em todo o mundo, 70 milhões de pessoas apresentam sintomas do Transtorno de Espectro Autista. Por se tratar de uma condição e não de uma doença, o TEA não tem cura. No entanto, medicamentos e diferentes abordagens terapêuticas realizadas por equipe multiprofissional podem auxiliar na funcionalidade e na qualidade de vida de pacientes e suas famílias.


O Terapeuta Ocupacional e o Fisioterapeuta são essenciais para o tratamento e evolução dos pacientes com TEA. O Crefito-3 conversou com as irmãs Dra. Lilian Paula Augusto, Terapeuta Ocupacional, e Dra. Paula Fernanda Augusto Kozima, Fisioterapeuta, que explicaram como se dá a atuação desses profissionais em pacientes diagnosticados com autismo. Dra. Lilian e Dra. Paula trabalham juntas na atenção a crianças e adolescentes com diversos diagnósticos e dificuldades, incluindo o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Por trabalharem em conjunto, de forma complementar, as irmãs conseguem abordar questões comportamentais, motoras e sensoriais das crianças com TEA, de forma personalizada e individualizada, conforme as necessidades, dificuldades e potencialidades de cada uma.


De acordo com as profissionais, durante a atuação com os pacientes com TEA, o diálogo e abertura entre profissionais, a pessoa e familiares é fundamental para que se consiga atingir um alto nível de alinhamento entre todos, levando a uma boa adesão às condutas propostas e ao tratamento. “A troca entre todas as pessoas envolvidas permite que questões sejam levantadas e esclarecidas, e também que as individualidades de cada pessoa sejam consideradas e respeitadas”, explicaram. 


Intervenção precoce

Segundo Dra. Lilian e Dra. Paula, intervenções precoces podem amenizar a gravidade do comprometimento do transtorno no desenvolvimento da criança. A intervenção precoce consiste em um conjunto de modalidades terapêuticas que buscam aumentar o potencial do desenvolvimento social e de comunicação da criança, proteger o funcionamento intelectual reduzindo danos, melhorar a qualidade de vida e dirigir competências para a autonomia. “Ela deve ser iniciada tão logo haja suspeita de TEA ou imediatamente após o diagnóstico, sendo capaz de melhorar significativamente habilidades cognitivas, motoras, sociais e de linguagem de crianças atípicas.”  


As profissionais explicaram, também, que o tipo de intervenção deve ser realizada após avaliação terapêutica personalizada. Isso se deve ao fato de que cada paciente com TEA apresenta suas próprias dificuldades, necessidades e dinâmica familiar. “É essencial que um plano individualizado de intervenção seja estabelecido por um profissional habilitado”, completaram. 


Terapia Ocupacional no TEA

Crianças que apresentem dificuldades com habilidades motoras finas podem se sentir frustradas ao realizar atividades cotidianas, como escrever e abotoar roupas. Conforme explicou Dra. Lilian, “um Terapeuta Ocupacional pode auxiliar no desenvolvimento destas habilidades. O profissional também está habilitado em auxiliar no processamento de informações de sentidos, bem como na execução de tarefas diárias, como comer, vestir-se, escovar os dentes e amarrar os sapatos”. 


Fisioterapia no TEA

O Fisioterapeuta está treinado para tratar problemas de movimento e postura. O profissional possui foco em desenvolver habilidades motoras grossas, como a execução de movimentos que envolvam músculos, tronco, braços e pernas. “A Fisioterapia pode ajudar crianças com TEA que tenham dificuldades motoras, posturais, de coordenação e equilíbrio. Também está apto a auxiliar com o “andar nas pontas dos pés”, tão comum em indivíduos com TEA”, explicou Dra. Paula.


As profissionais destacaram, ainda, a importância do trabalho de uma equipe multiprofissional, composta por outros profissionais da área da saúde, tais como o médico, o fonoaudiólogo, o psicólogo e outros. “É importante que o Fisioterapeuta e o Terapeuta Ocupacional trabalhem em conjunto e se comuniquem com toda a equipe, para o adequado alinhamento de objetivos e condutas”. 


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