Outubro Rosa - Mês de prevenção ao Câncer de Mama
O mês de outubro chegou e, mais uma vez, o movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama entra em ação.

O Outubro Rosa surgiu no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. A data é celebrada anualmente com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade. 


De acordo com o Instituto do Câncer (INCA), o câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. “Há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados adequadamente e em tempo oportuno, apresentam bom prognóstico.” 


Um dado curioso e talvez desconhecido por muitos, é que o câncer de mama também pode acometer homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. O INCA estima para 2021 66.280 novos casos de câncer de mama. 


Sinais e sintomas


O Inca informa que o câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio de sinais e sintomas que incluem nódulo (caroço) fixo e geralmente indolor, sendo a principal manifestação da doença, presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço e saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.


“Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados por um médico para que seja avaliado o risco de se tratar de câncer. É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias”. Caso as alterações observadas sejam permanentes, a orientação é procurar os serviços de saúde para avaliação diagnóstica. O Instituto reforça que a postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas é fundamental para a detecção precoce deste tipo de câncer.


Riscos


O que pode aumentar os riscos de desenvolver o câncer de mama? O INCA explica que o câncer de mama não tem somente uma causa. “A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos)”. Outros fatores como obesidade e sobrepeso, sedentarismo, consumo de bebida alcoólica, tabagismo, casos de câncer de ovário e câncer de mama na família são alguns exemplos de riscos para o desenvolvimento do câncer de mama.


Prevenção


A detecção precoce do câncer de mama aumenta a possibilidade de tratamentos menos agressivos e com taxas de sucesso satisfatórias. O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento, exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos de câncer, seja ofertada para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. A recomendação brasileira está baseada na orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e de países que adotam o rastreamento mamográfico. 


A mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios-X capaz de identificar alterações suspeitas de câncer antes do surgimento dos sintomas, isto é, antes que seja palpada qualquer alteração nas mamas. O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece o exame de mamografia para todas as idades, conforme indicação médica. Vale ressaltar que as visitas ao ginecologista/mastologista devem ser feitas uma vez ao ano para verificar a saúde das mamas.