10 de outubro: Dia Mundial da Saúde Mental
Em 1992, a Federação Mundial de Saúde Mental instituiu a data para chamar a atenção, em escala global, das pessoas e dos governos para o cuidado com a saúde mental.

Nesta sexta-feira, dia 10 de outubro, é celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental. A data foi instituída em 1992 pela Federação Mundial de Saúde Mental (World Federation for Mental Health) com o objetivo de chamar a atenção das pessoas e dos governos, em escala mundial, para os cuidados com a saúde mental. 


A campanha deste ano da Federação Mundial de Saúde Mental traz o tema “Saúde Mental em um mundo desigual” e leva à reflexão de que o ano de 2020 acentuou as desigualdades étnicas, de orientação sexual e de identidade de gênero, assim como o desrespeito e as violações dos direitos humanos em muitos países, especialmente para as pessoas que convivem com distúrbios de saúde mental. Na página oficial da campanha 2021, o Secretário-Geral da Federação Mundial de Saúde Mental, o Professor Gabriel Ivbijaro, disse que “o acesso aos serviços de saúde mental permanece desigual, com 75% a 95% das pessoas com transtornos mentais em países de baixa e média renda incapazes de acessar serviços de saúde mental, e o acesso em países de alta renda não é muito melhor. A falta de investimento em saúde mental desproporcional ao orçamento geral de saúde contribui para a lacuna no tratamento da saúde mental”. Professor Gabriel alerta também que muitas pessoas com problemas de saúde mental não recebem o tratamento aos quais têm direito e merecem e, junto com suas famílias e cuidadores, continuam a sofrer estigma e discriminação.


Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), “saúde mental é um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade.” Desta forma, a Organização ressalta que “nos últimos anos, tem havido um reconhecimento crescente do importante papel que a saúde mental desempenha no alcance das metas de desenvolvimento global, conforme ilustrado pela inclusão da saúde mental nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.”


Vale destacar que, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), 60% da população das Américas sofre de ansiedade ou depressão, problema que se agravou com a pandemia da COVID-19 e suas consequências, como o distanciamento físico e o isolamento social. Profissionais de saúde, trabalhadores da linha de frente, estudantes, pessoas que vivem sozinhas e aqueles com problemas de saúde mental pré-existentes foram particularmente afetados, assim como os serviços de saúde mental que precisaram ser interrompidos. 


No Brasil, os serviços públicos de saúde mental são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), através do financiamento tripartite e de ações municipalizadas e organizadas por níveis de complexidade. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) foi pactuada em julho de 2011, como parte das discussões de implantação do Decreto nº 7508, de 28 de junho de 2011, e prevê, a partir da Política Nacional de Saúde Mental, serviços abertos, substitutivos e de base territorial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).


Os CAPS são serviços de saúde mental estratégicos da RAPS, promovendo e organizando o cuidado das pessoas com problemas de saúde mental na rede e garantindo direitos. Os terapeutas ocupacionais fazem parte das equipes de CAPS, trabalhando para promover cuidados e direitos como parte da equipe e como gestores desses serviços".