Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais devem se unir ao combate às muitas violências contra a população idosa
15 de junho é o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa

Em 2006, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o dia 15 de junho como o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra o Idoso, com o objetivo de alertar os países sobre o crescente número de idosos que são alvos de algum tipo de violência - fato que já se apresenta como um grave e crescente problema de saúde pública. 


De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 6 pessoas com mais de 60 anos sofre de abuso - cerca de 141 milhões de pessoas em todo o mundo. 


A violência contra a pessoa idosa é de?nida pela OMS como “um ato único, repetido ou a falta de ação apropriada, ocorrendo em qualquer relacionamento em que exista uma expectativa de con?ança, e que cause dano ou sofrimento a uma pessoa idosa”. 


A violência ao idoso pode se concretizar por meio não apenas da violência física, mas também por meio da negligência e de abusos.


Comissão de Direitos Humanos do Crefito-3 destaca dever ético de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais em denunciar situações de violência contra idosos


Em 2021, a Comissão de Direitos Humanos do Crefito-3 elaborou uma Declaração de Posicionamento, com o objetivo de fundamentar as re?exões para garantir a defesa da pessoa idosa contra quaisquer tipo de violência.


A Comissão destaca que fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, devido ao relacionamento terapeuta-paciente desenvolvidos durante seus atendimentos, “devem ?car vigilantes às possíveis alterações psicológicas, comportamentais e como essa pessoa idosa interage com a família ou cuidadores, podendo ser indicadores de violência”.


“Nós, ?sioterapeutas e terapeutas ocupacionais, enquanto pro?ssionais de saúde de primeiro contato, onde também temos a população idosa como um grupo importante de pacientes / clientes / usuários, é importante estar em vigilância e em defesa da garantia da defesa de seus direitos humanos”, defende a Declaração de Posicionamento assinada pela Dra. Merllin  de Souza, coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do Crefito-3, e pela Dra. Patrícia Rodrigues Rocha, membra da Comissão. 


A Declaração de Posicionamento também defende que cabe aos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais “a responsabilidade ética de acionar entidades e órgãos competentes, quando possam ter contato com as vítimas nos serviços de saúde e residências”. Também definem como responsabilidade ética dos profissionais o desenvolvimento de mecanismos de proteção e enfrentamento dessas violências.