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Publicado em: 23/02/2015

Especialistas defendem mobilização popular para melhorar o SUS

Especialistas defenderam na última quinta-feira (19) a necessidade de uma mobilização popular para que o SUS (Sistema Único de Saúde) tenha mais investimentos e ofereça um atendimento de qualidade aos cidadãos. O debate sobre o financiamento dessa política pública foi o tema do XXXIII Ciclo de Debate Município Saudável realizado na Câmara Municipal de São Paulo.

De acordo com uma pesquisa do Datafolha realizada no ano passado, 45% dos mais de dois mil entrevistados afirmaram que a maior preocupação deles é com a saúde, seguidos de violência (18%), corrupção (10%) e educação (8%). Sendo que mais de 50% dos participantes consideram o sistema de saúde ruim ou péssimo.

“A saúde é a maior preocupação do povo brasileiro e isso ainda não se transformou em mobilização. A única solução para resolver e melhorar o sistema é por meio de pressão popular”, declarou o diretor do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), Renato Azevedo.

O professor de economia da Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Áquilas Mendes, disse que o governo precisa aumentar os gastos com o SUS. “Precisamos manter nossa indignação e lutar para que os políticos invistam mais em saúde”, sinalizou.

Tanto Azevedo quanto Mendes defenderam que o ideal seria que pelo menos 8% do PIB (Produto Interno Bruto) do país fosse aplicado na saúde. “Temos um subfinanciamento do SUS, e se compararmos com outros países, esses investimentos são muito pouco. No Brasil, é aplicado apenas 3,9%, enquanto na Europa são 8%”, disse.

Os especialistas que participaram do debate também criticaram a abertura do país para receber investimentos estrangeiros na saúde. “Estamos vendo a lógica capitalista devorando a conquista de que a saúde é um direito universal. Agora damos a permissão para que o capital estrangeiro possa comprar e montar hospital, comprar clínicas e promover de serviço de saúde”, disse Mendes.

Para o presidente da Associação Paulista de Medicina, Florisval Meinão, essa situação reflete as decisões políticas. “Temos a aprovação de uma legislação que permite a entrada do capital estrangeiro na ação direta, na prestação de serviço, beneficiando planos de saúde”, declarou.

A pesquisadora do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) Joana Cruz sinalizou para a necessidade de os planos de saúde ressarcirem a União pelo não atendimento. “O governo acaba muitas vezes escolhendo financiar operadoras, sendo que temos o SUS, que merece maior financiamento. Quando essas operadoras não oferecem o serviço que o consumidor adquiriu, elas ficam devendo para o SUS, que não é ressarcido”, disse.

O vereador Natalini (PV), proponente do debate, falou sobre a necessidade de debater o tema com toda a sociedade. “Os governos não querem colocar dinheiro no SUS. Não há governo que vai destruir o SUS, nós não vamos deixar”, disse o parlamentar. Natalini informou ainda que diversas entidades estão organizando um grande ato para o dia mundial da saúde, no dia 7 de abril. “Queremos chamar a atenção da população para o descaso dos governantes em relação ao SUS”, disse.

Com informações da Câmara Municipal de São Paulo