Profissionais poderão regularizar pendências junto ao Conselho.
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A Terapia Ocupacional ensina que a organização da vida diária, os vínculos sociais e as atividades com sentido são elementos que promovem o bem-estar psíquico
Representantes do Crefito-3 irão visitar 26 municípios da região
Após a denúncia, foi realizada visita fiscalizatória no Hospital da Luz, que identificou irregularidades que estão além da competência legal de ação do Conselho
Formação no método deve ser feita por meio de curso teórico-prático com carga horária mínima de cem horas.
Publicado em: 22/10/2015
"Já vou fazer novos planos", diz 1ª portadora de hepatite C a receber novos remédios
Moradora de Taguatinga, cidade-satélite do Distrito Federal, Helenisar Campos Cabral Salomão foi a primeira paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) a receber os novos remédios para tratamento da hepatite C, que começaram a ser distribuídos ontem.
Ele deixou a sede do Ministério da Saúde com as caixas de medicamentos de que precisa para tratar a doença contraída em 1984, após uma transfusão de sangue. “Com esse remédio eu sou outra. Eu já vou tocar meu barco para frente e fazer novos planos”, diz.
A expectativa de cura chega para Helenisar após 15 anos enfrentando a doença causadora da cirrose hepática e do câncer no fígado. Ela descobriu a enfermidade em 2000, quando foi doar sangue para uma amiga hospitalizada e, desde então, viu a hepatite C evoluir dos estágios F2 (fibrose), F3 (fibrose avançada) até o F4 (cirrose), mesmo fazendo tratamento para conter a doença.
“A doença progrediu devido a não achar os remédios para parar ela. Hoje, eu estou no F4, lutando para as medicações darem certo”, conta.
Mais do que o tempo gasto com o tratamento tradicional, de até 52 semanas, a incerteza da cura era o que mais preocupava Helenisar.
Foram duas tentativas frustradas de tratamento, cada uma com duração de cerca de um ano, incluindo a injeção de remédios que causam efeitos colaterais.
“O tratamento me assustava mais do que o próprio remédio em si”, relembra. “Cheguei ao final do tratamento de um ano e o vírus estava lá. Dizem que este (remédio novo) não, que com este vai vir a cura. Estou com fé em Deus que vai dar certo”, relata.
A fé foi reforçada pelos medicamentos sufosbuvir e daclatasvir, que Helenisar recebeu ontem das mãos do ministro da Saúde, Marcelo Castro. Os remédios têm 80% de chance de curar a hepatite C. Possibilidade que subirá para 90%, quando ela receber o simeprevir – o terceiro elemento do conjunto de medicações orais que o SUS passou a adotar. A dosagem dura entre 12 e 24 meses, dependendo da gravidade da doença.
No modelo convencional, as chances de cura variam de 40% a 47%, após tratamento realizado entre 48 e 52 semanas. A trinca de medicamentos estará disponíveis até o final do ano para 30 mil pacientes do SUS com hepatite C. Osufosbuvir e daclatasvir já começaram a chegar à rede pública de saúde, começando pelo Distrito Federal – as demais unidades da federação receberão até o inicio de novembro. Já o simeprevir será colocado na rede até o final do próximo mês.
O investimento da Saúde é de R$ 1 bilhão na importação dos remédios fabricados no Canadá, Estados Unidos e Holanda. A compra foi feita com desconto de até 420% em relação aos preços praticados pelos fabricantes com outros países, segundo o ministério, como Dinamarca, Noruega e Reino Unido.
“Se não fosse o Estado, eu não teria nem expectativa (de comprar o remédio). Tinha que morrer com o fígado contaminado. Porque não tem como pagar um absurdo por um remédio que custa R$ 40 mil, custa R$ 30 mil. Eu não posso comprar nem um carro nesse valor, quanto mais um remédio, né?”, compara Helenisar.
Com informações do Portal Brasil