Profissionais poderão regularizar pendências junto ao Conselho.
Representantes do Crefito-3 irão visitar 39 municípios da região
A Terapia Ocupacional ensina que a organização da vida diária, os vínculos sociais e as atividades com sentido são elementos que promovem o bem-estar psíquico
Representantes do Crefito-3 irão visitar 26 municípios da região
Após a denúncia, foi realizada visita fiscalizatória no Hospital da Luz, que identificou irregularidades que estão além da competência legal de ação do Conselho
Formação no método deve ser feita por meio de curso teórico-prático com carga horária mínima de cem horas.
Publicado em: 23/11/2015
Pesquisa pede mais diálogo entre Justiça e assistência social
Em um contexto em que o País busca reduzir desigualdades, a Justiça e o Sistema Único de Assistência Social precisam reduzir diferenças, dialogar e convergir para um entendimento comum sobre a demanda e acesso aos direitos sócio-assistenciais.
Essa é uma das principais conclusões da pesquisa “As relações entre o Sistema Único de Assistência Social e o sistema de Justiça”. O estudo foi apresentado pelo Ministério da Justiça nesta quinta-feira (19), em Brasília.
O levantamento, iniciado em junho do ano passado, apresenta um retrato no País do relacionamento entre os agentes do sistema de Justiça e os profissionais do Sistema Único de Assistência Social que lidam com necessidades sociais, em sua maioria vindas da população de baixa renda.
A pesquisa traz à tona o conflito entre esses profissionais no dia a dia da administração das demandas por assistência social envolvendo, por exemplo, as necessidades da população carcerária, questões da violência familiar, do abandono de crianças e idosos, população de rua e a questão das drogas entre outros temas.
A coordenadora da pesquisa, a professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Ana Paula Motta, destaca que o conflito ocorre, entre outros motivos, porque as linguagens dos dois sistemas são diferentes.
No cotidiano do atendimento aos direitos sociais e assistenciais, o relacionamento entre Sistema Único de Assistência Social e a Justiça é marcado por clima não amistoso, em que os agentes do Poder Judiciário tendem a soluções baseadas em perícias e requisições de serviço.
De sua parte, os profissionais da assistência social lamentam o uso desses métodos, classificando-os como autoritários, argumentando limites em termos de capacidade de fluxo das demandas e alegando que os agentes do sistema de justiça não possuem o mesmo olhar que eles sobre as carências sociais.
Em meio a essa animosidade, Ana Paula Motta apresenta como conclusão central da pesquisa a necessidade de proximidade e melhor relacionamento entre esses profissionais e os dois sistemas.
“Precisamos criar instrumentos nacionais de indução ao diálogo”, diz a pesquisadora. “Nos dois campos tratamos de garantias de direitos”, acrescentando que na maioria dos casos o que está em questão é a vida de pessoas em condição de vulnerabilidade social.
Uma proposta concreta, sugere ele, seria a criação de uma norma em nível federal, estadual e municipal na qual seja possível fazer um diagnóstico e planejamento do atendimento das demandas por assistência e que crie também condições para soluções coletivas.
As conclusões e recomendações que constam do
levantamento foram elaborados após encontro entre profissionais das duas áreas
nas cidades de Salvador, Vitória, Manaus, Cuiabá e Porto Alegre.
Com informações
do Portal Brasil