Últimas Notícias

Crefito-3 promove Mutirão de Conciliação de Débitos

Profissionais poderão regularizar pendências junto ao Conselho.


Crefito-3 na Estrada estará nos municípios do DRS XVII, de Taubaté

Representantes do Crefito-3 irão visitar 39 municípios da região


Janeiro Branco: saúde mental começa na rotina e nas escolhas do cotidiano

A Terapia Ocupacional ensina que a organização da vida diária, os vínculos sociais e as atividades com sentido são elementos que promovem o bem-estar psíquico


Crefito-3 na Estrada estará nos municípios do DRS-X, de Piracicaba

Representantes do Crefito-3 irão visitar 26 municípios da região


Crefito-3 denuncia demissão em massa de fisioterapeutas ao Ministério Público

Após a denúncia, foi realizada visita fiscalizatória no Hospital da Luz, que identificou irregularidades que estão além da competência legal de ação do Conselho


COFFITO estabelece necessidade de formação profissional específica em Integração Sensorial de Ayres (ISA)

Formação no método deve ser feita por meio de curso teórico-prático com carga horária mínima de cem horas.


VEJA MAIS

Imagem da notícia

Publicado em: 04/12/2015

ONU vê afrodescendentes fortemente afetados pela crise econômica

Na abertura da reunião sobre a Década Internacional de Afrodescendentes da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada ontem (3), o alto comissário para os Direitos Humanos da organização, Zeid Ra’ad Al Hussein, disse que, em tempos de desaceleração econômica, os afrodescendentes são fortemente afetados e aumenta ainda mais a distância entre ricos e pobres.

Segundo ele, é fundamental que os governantes implementem políticas sociais direcionadas aos afrodescendentes para assegurar igualdade de oportunidades a essa parcela da população. “Houve descaso e falta de investimento público nos bairros que são predominantemente de afrodescendentes. Isso precisa ser revertido. Reduzir as desigualdades é fundamental para alcançar as metas de desenvolvimento adotadas pelos líderes neste ano”, disse Hussein, referindo-se aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável acordados este ano pelos países-membros da ONU.

A Década Internacional de Afrodescendentes foi proclamada pela assembleia geral da ONU e vai de 2015 a 2024. Os temas da década estão estruturados em três eixos que são reconhecimento, justiça e desenvolvimento. Com a adoção, a comunidade internacional está reconhecendo que as pessoas de ascendência africana representam um grupo distinto cujos direitos humanos devem ser promovidos e protegidos, de acordo com a ONU. O encontro de hoje, em Brasília, reúne participantes da América Latina e do Caribe e é primeira reunião sobre a Década Internacional de Afrodescendentes.

A ministra do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, apresentou aos participantes do evento ações do governo brasileiro para o combate às desigualdades raciais. Ela disse que a perspectiva de combate a esse tipo de desigualdade está presente nos programas sociais e no modelo de desenvolvimento adotados pelo governo brasileiro. “No início desta década, 12 em cada 100 negros viviam na extrema pobreza, no Brasil. Em 2014, esse número caiu para 3,6 e o nível pobreza da população negra caiu 71%”, disse Nilma.

Entre as propostas da Década Internacional de Afrodescendentes estão a adoção ou reforço de leis antidiscriminatórias abrangentes e ações para garantir sua efetiva implementação, além do comprometimento dos Estados em assegurar o acesso a serviços de saúde e educação de qualidade aos afrodescendentes.

O representante do Movimento Social Afrodescendentes da Venezuela, Diógenes Díaz, disse que a única forma de acabar com a pobreza e desigualdades sociais é mudar os modelos sociais. “Esse é um sonho, mas é um sonho que é possível”. Segundo ele, é necessário criar um fórum permanente de afrodescendentes nas Nações Unidas para que os temas ligados a esse grupo estejam em permanente debate com a participação das organizações da sociedade civil.

Com informações da Agência Brasil