Profissionais poderão regularizar pendências junto ao Conselho.
Representantes do Crefito-3 irão visitar 39 municípios da região
A Terapia Ocupacional ensina que a organização da vida diária, os vínculos sociais e as atividades com sentido são elementos que promovem o bem-estar psíquico
Representantes do Crefito-3 irão visitar 26 municípios da região
Após a denúncia, foi realizada visita fiscalizatória no Hospital da Luz, que identificou irregularidades que estão além da competência legal de ação do Conselho
Formação no método deve ser feita por meio de curso teórico-prático com carga horária mínima de cem horas.
Publicado em: 10/12/2015
Pesquisa mostra que 17% dos médicos já sofreram agressão em São Paulo
Uma pesquisa feita pelo Conselho Regional de Medicina
do Estado de São Paulo (Cremesp) revelou que 47% dos médicos conhecem um colega
que sofreu algum episódio de violência na relação com pacientes. De acordo com
a pesquisa, 17% foram vítimas e tiveram conhecimento de colegas que viveram a
situação. A maioria era de médicos jovens (78% de 24 a 34 anos) e havia
mulheres (8%) mais que homens (3%).
A pesquisa Percepção da Violência na Relação Médico-Paciente, divulgada ontem
pelo conselho, mostrou ainda que 5% relataram ter sido agredidos pessoalmente e
que desses, 20% sofreram agressão física. Em 70% dos casos, os agressores foram
os pacientes.
Segundo os dados, 84% dos médicos que sofreram agressão alegam ter sido
atacados verbalmente e 80%, psicologicamente; 60% revelam que os problemas
ocorrem geralmente durante a consulta; 32% dizem que episódios de violência
ocorrem sempre ou quase sempre; e 85% profissionais têm percepção de que os
episódios ocorrem mais no Sistema único de Saúde (SUS).
A pesquisa ouviu 617 médicos e 807 cidadãos em setembro e outubro deste ano, na capital e Interior do estado.
Quando se trata dos pacientes, a pesquisa mostra que 34% dos cidadãos afirmam ter passado por alguma situação de estresse no atendimento à saúde nos últimos 12 meses e 10% relatam ter tomado alguma atitude, como reclamar da qualidade do atendimento médico (6%) ou do atendimento na recepção (3%). Os que dizem ter presenciado situações assim são 35%, enquanto 14% presenciaram ameaças psicológicas e 4%, agressões físicas; 24% destes relatam que o estresse ocorre na recepção do local de atendimento; 9% em procedimentos médicos; e 5% na espera por atendimento.
Os dados divulgados pelo Cremesp revealm ainda que, os agressores apontam como principal motivo para terem agredido os profissionais foi o comportamento mal-educado, irônico ou desrespeitoso do médico ou o fato de o profissional ter demonstrado falta de atenção ou insensibilidade para ouvir o problema etc. Também houve relatos de despreparo e atendimento demorado.
Segundo o Conselho Regional de Medicina, desde maio, foram relatadas por médicos mais de 100 experiências de violência sofridas por parte dos pacientes. A entidade abriu um canal em seu site especialmente para coletar essas informações que são mantidas em sigilo.
Entre os médicos, 39% dizem acreditar que os pacientes estão descontentes com o SUS e descontam a insatisfação nos profissionais; 29% que a demora no atendimento provoca estresse no paciente e 11% atribuem o nervosismo à falta de estrutura da saúde. Já 5% admitem que outros colegas que não atendem adequadamente provocam essas reações.
Quando os cidadãos são questionados sobre isso, 41% dizem que a principal causa das agressões é o atendimento inadequado; 19% que se incomodaram com o comportamento e a postura dos médicos, alegando que eles não dão atenção, são insensíveis, arrogantes, não tem paciência e 18% reclamaram da falta de estrutura, do atendimento precário, da superlotação e demora para serem atendidos no pronto-socorro.
Na mesma direção, a sondagem sobre a violência contra os profissionais de enfermagem em São Paulo, feita realizada entre 23 de outubro e 2 de dezembro, pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, perguntou a 4.293 profissionais quem já havia sofrido alguma violência. O resultado mostrou que 77% da classe já foi vítima de violência. Pela pesquisa, em igual percentual (77%), os enfermeiros destacam a falta de segurança no local de trabalho.
“É uma situação que se agrava paulatinamente, envolvendo uma população formada majoritariamente por mulheres, que representam 85% dos quadros da enfermagem. Essa particularidade requer atenção diferenciada das autoridades de segurança. Contra a violência, a receita é prevenção. Exige vontade política e também tolerância, resgate dos princípios e valores humanísticos”, disse a presidente do Conselho Regional de Enfermagem, Fabíola Braga Mattozinho.
De acordo com a pesquisa, em 53% dos episódios, o agressor foi o paciente. Os dados revelam que, mesmo sofrendo agressões, 87,51% dos profissionais não registraram queixa na polícia ou denunciaram o caso a qualquer órgão de governo. Dos 12,49% que levaram o caso adiante, somente 4,68% obtiveram sucesso na resposta.
Com informações
da Agência Brasil