Profissionais poderão regularizar pendências junto ao Conselho.
Representantes do Crefito-3 irão visitar 39 municípios da região
A Terapia Ocupacional ensina que a organização da vida diária, os vínculos sociais e as atividades com sentido são elementos que promovem o bem-estar psíquico
Representantes do Crefito-3 irão visitar 26 municípios da região
Após a denúncia, foi realizada visita fiscalizatória no Hospital da Luz, que identificou irregularidades que estão além da competência legal de ação do Conselho
Formação no método deve ser feita por meio de curso teórico-prático com carga horária mínima de cem horas.
Publicado em: 26/02/2016
Pernambuco quer pensão especial para bebês com microcefalia
O estado de Pernambuco quer que o governo federal crie um
novo benefício voltado especialmente a bebês com microcefalia. De acordo com o
secretário de Desenvolvimento Social, da Criança e Juventude do estado,
Isaltino Nascimento, nem todas as famílias se enquadram nos critérios para recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
“99% das famílias que entravam
nas notificações de suspeita de microcefalia e estavam cadastradas no Cadastro
Único ganham até meio salário mínimo por pessoa, R$ 440. Além disso, 77% delas
estão no perfil de extrema pobreza, mas outra parte não se encaixa no limite de
renda do BPC, de R$ 220 per capita. Mesmo sem se enquadrar, ainda
são famílias pobres e vão enfrentar ainda mais dificuldades. Por isso, a [necessidade
da] pensão”, explica Isaltino Nascimento.
Além da proposta de um novo
benefício, o secretário cobra mais rapidez na concessão do BPC. “Apenas em
quatro casos foi concedido o Benefício de Prestação Continuada, de todos os que
já foram confirmados. Então a gente vai precisar de mais celeridade na
possibilidade de ter o benefício.”
Procurado, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), responsável pelos recursos do BPC, disse que o pedido de criação de uma pensão para bebês com microcefalia não foi feito formalmente e que não há nenhuma discussão nesse sentido no órgão.
Ainda segundo o ministério, quem gerencia o benefício é o
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Todos os casos passam pela análise
de médicos peritos do órgão. Por meio de sua assessoria, o MDS lembrou que os
peritos voltaram recentemente ao trabalho depois de quase 140 dias em greve.
Caso anterior
A proposta de um novo
benefício se baseia em uma experiência vivida há uma década na região. A
contaminação de água levada por caminhões-pipa a Caruaru levou à piora de saúde
de pacientes que passavam por hemodiálise na cidade. Pelo menos 60 pessoas
morreram, e outras tiveram comprometimento do fígado por causa de
cianobactérias (algas verde-azuladas) presentes na água usada no tratamento dos
pacientes.
Para reparar os danos sofridos
e garantir uma renda mínima para quem havia perdido a capacidade de produzir,
84 famílias conquistaram, um ano depois, uma pensão especial paga pelo INSS.
Pessoas com deficiência
O Benefício de Prestação Continuada
é concedido a pessoas com deficiência de qualquer idade ou idosos de mais de 65
anos, desde que tenham impedimentos de longo prazo, de natureza física ou
mental, e atendam ao critério da renda. A transferência mensal é de um salário
mínimo e não é preciso ter contribuído com a Previdência Social.
Para acessar o BPC, é preciso passar por uma perícia médica da Previdência Social, que vai identificar se há deficiência e qual o grau de impedimento que ela impõe à pessoa avaliada. O início do processo é feito em uma agência do INSS. É possível agendar atendimento pelo telefone 135 (ligação gratuita) ou pela internet.
Com informações da Agência Brasil