Profissionais poderão regularizar pendências junto ao Conselho.
Representantes do Crefito-3 irão visitar 39 municípios da região
A Terapia Ocupacional ensina que a organização da vida diária, os vínculos sociais e as atividades com sentido são elementos que promovem o bem-estar psíquico
Representantes do Crefito-3 irão visitar 26 municípios da região
Após a denúncia, foi realizada visita fiscalizatória no Hospital da Luz, que identificou irregularidades que estão além da competência legal de ação do Conselho
Formação no método deve ser feita por meio de curso teórico-prático com carga horária mínima de cem horas.
Publicado em: 08/03/2016
Violência doméstica mata cinco mulheres por hora diariamente em todo o mundo
A violência
doméstica é responsável pela morte de cinco mulheres por hora no mundo, mostra
a organização não governamental (ONG) Action Aid. A informação é resultado de
análise do estudo global de crimes das Nações Unidas e indica um número
estimado de 119 mulheres assassinadas diariamente por um parceiro ou parente.
A ActionAid prevê que mais de 500 mil mulheres serão mortas por seus parceiros
ou familiares até 2030. O documento faz um apelo a governos, doadores e à
comunidade internacional para que se unam a fim de dar prioridade a ações que
preservem os diretos das mulheres. O estudo considera dados levantados em 70
países e revela que, apesar de diversas campanhas pelo mundo, a violência ou a
ameaça dela ainda é uma realidade diária para milhões de mulheres.
“A intenção do relatório é fazer um
levantamento sobre as diversas formas de violência que a mulher sofre no mundo.
Na África, por exemplo, temos países que até hoje têm práticas de mutilação
genital. Aqui, na América Latina, o Brasil é o quinto país em violência contra
as mulheres. Segundo dados do Instituto Avon, três em cada cinco mulheres já
sofreram violência nos relacionamentos em nosso país”, informa a assistente do
programa de direitos das mulheres da Action Aid Brasil, Jéssica Barbosa.
O relatório
considera as diferenças regionais entre os países e, além disso, observa o
universo de denúncias subnotificadas, de mulheres que sofrem assédio, estupro
ou outros tipos de violência e têm vergonha de denunciar.
“A forma de
contar é sempre muito difícil, existe uma cultura de silenciar a violência
contra a mulher. É a cultura da naturalização, onde há um investimento social
para naturalizar a violência contra a mulher com o que se ouve na música, nas
novelas, na rua. Tudo isso é muito banalizado e a mulher se questiona: "será
que o que aconteceu comigo foi uma violência? Será que se eu denunciar vão
acreditar em mim?”, diz Jéssica Barbosa.
No Brasil, a
organização promove a campanha Cidade Segura para as Mulheres, que busca o
compromisso do Poder Público com uma cidade justa e igualitária para todos os
gêneros.
“Muitas
mulheres não conseguem exercer seu direito de ir e vir. A cidade não foi
pensada para as mulheres, os becos são muito estreitos e escuros no Brasil. É
necessário que haja o empoderamento das mulheres para superar a situação de
violência. Por mais que o Estado tenha a obrigação de garantir instrumentos, é
preciso que a gente invista na autonomia dessas mulheres”, acrescenta Jéssica.
Com informações da Agência Brasil