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Publicado em: 10/03/2016

Dilma e Mara Gabrilli discutem políticas de apoio às pessoas com deficiência

A presidente Dilma Rousseff se reuniu nesta quarta-feira (9) com a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) para, de acordo com a parlamentar, ouvir demandas de entidades defensoras dos direitos das pessoas com deficiência. O principal pleito apresentado pela deputada, que é tetraplégica, foi o pedido para o governo zerar a fila de espera para o fornecimento de cadeiras de rodas por parte do Poder Público, atualmente, em milhão e 800 mil pedidos.

Segundo Mara Gabrilli, muitos brasileiros passam anos na fila. A presidente Dilma disse que "alcançar essa meta é uma coisa que dá para fazer”. As duas conversaram também sobre o atendimento a bebês com microcefalia, já que, nos últimos meses, os casos aumentaram consideravelmente e podem estar relacionados ao vírus Zika.

A deputada disse que o Brasil não tem, na prática, uma política de cuidados às pessoas com deficiência no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, essa constatação foi o motivo que a fez contestar a presidenta, no mês passado, durante abertura do ano legislativo no Congresso Nacional. Na ocasião, Mara Gabrilli interrompeu o discurso de Dilma, momentaneamente, quando era citada a Rede de Assistência às Pessoas com Deficiência.

A deputada disse ter saído do encontro otimista quanto ao atendimento de parte dos pedidos. Ela informou que a presidente manifestou interesse de o governo federal participar como parceiro na atuação do projeto coordenado por ela, que localiza e auxilia pessoas com mobilidade reduzida para uma ação conjunta em Recife, daqui a cerca de dois meses.

“Eu acho que até hoje faltou muita vontade, porque é um crime deixar uma criança esperando cinco anos por uma cadeira, fora da escola. Outra coisa que eu chamei atenção: não é só responsabilidade do governo federal. É municipal e estadual também. Mas o federal tem que tomar uma atitude. Só 20% das escolas de ensino básico no Brasil têm acessibilidade. Como assim? Quando a criança consegue a cadeira, para sair de casa, se locomover em uma calçada e em um transporte acessível, aí ela chega e a escola não dá acesso?”, questionou.

Com informações da Agência Brasil