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A Terapia Ocupacional ensina que a organização da vida diária, os vínculos sociais e as atividades com sentido são elementos que promovem o bem-estar psíquico
Representantes do Crefito-3 irão visitar 26 municípios da região
Após a denúncia, foi realizada visita fiscalizatória no Hospital da Luz, que identificou irregularidades que estão além da competência legal de ação do Conselho
Formação no método deve ser feita por meio de curso teórico-prático com carga horária mínima de cem horas.
Publicado em: 16/03/2016
Estudantes apresentam em feira repelentes e inseticidas contra Aedes aegypti
Experimentos de produtos que combatem o mosquito Aedes aegypti, desenvolvidos por estudantes, estão entre os destaques da 14ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que ocorre na Universidade de São Paulo (USP).
As irmãs
Danielle Matos e Isabelle Matos, alunas da Escola Status Jardim Paulista, de
Campo Grande (MS), desenvolveram um óleo à base de folhas de pitangueira –
Eugenia uniflora – capaz de, segundo testes iniciais, repelir e matar o
mosquito.
“A nossa
ideia surgiu a partir de uma observação feita em casa. De quatro pessoas, só
três pegaram dengue. Minha irmã, eu e meu pai. A minha mãe foi a única que não
pegou. Na mesma semana, ela tinha trocado o perfume e começado a usar um à base
da pitanga. Aí surgiu a ideia”, contou Danielle.
O produto
aplicado em água parada reduziu em 85% a presença de ovos, mostrando um efeito
repelente à fêmea do mosquito. O óleo também foi capaz de matar de 50% a 62,5%
as larvas que nasceram dos ovos.
“A gente
encontra um pneu em terreno baldio e, quando chover, esse pneu vai ser um
possível foco do mosquito. A gente pinga algumas gotas lá dentro e o mosquito
vem e não deposita seus ovos. E se depositar, o óleo vai matar na fase de ovo
de larva, não vai virar mosquito”.
Segundo as
estudantes, não é possível fabricar o óleo em casa, já que para isso seriam
necessários solventes e equipamentos apenas encontrados em laboratórios. O
produto ainda não foi testado para uso na pele humana. De acordo com as alunas,
ainda são necessários mais estudos para a produção em larga escala.
O aluno
Leandro Rastelli, da Escola Afonso Cafaro, de Fernandópolis (SP), buscou
desenvolver um larvicida à base da planta Dieffenbachia picta schott, conhecida
popularmente como Comigo Ninguém Pode. Os testes iniciais comprovaram que a
toxicidade da planta também tem efeito sobre a larva, a pupa e o mosquito Aedes
aegypti.
“A ideia é
pegar a planta Comigo Ninguém Pode e fazer um inseticida natural, de fácil
fabricação, que possa combater a larva, a pupa e também o mosquito. É um
líquido, que seria colocado primeiramente em calhas e ralos, lugares difíceis
para se combater a dengue e de difícil acesso às pessoas”, disse Leandro.
Devido à toxicidade da planta, não é recomendado, no entanto, que as pessoas
tentem produzir em casa, a partir do Comigo Ninguém Pode, qualquer tipo de
produto para combater o mosquito.
A 14ª edição
da Febrace começou nessa terça-feira (15) na Escola Politécnica da Universidade
de São Paulo (Poli-USP), na capital. Estão em exposição 341 projetos de 752
estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de escolas públicas e
particulares de todo o Brasil, orientados por 476 professores. A exposição vai
até o próximo dia 17.
“O mais
importante não são os resultados, como chegar a um protótipo ou produto, por
exemplo, mas todo o processo, as diversas etapas de investigação, reflexão,
construção e observação necessárias para a execução dos projetos”, destaca a
coordenadora da Febrace, Roseli de Deus Lopes, professora da Escola Politécnica
da USP.
Os alunos com
as pesquisas melhor avaliadas ganharão troféus, medalhas, bolsas e estágios,
num total aproximado de 200 prêmios. Também concorrerão a uma das nove vagas
para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da
Intel (Intel ISEF), que será realizada em maio, na cidade de Phoenix, no
Arizona (EUA).
Com informações da Agência Brasil